Pais afirmam que o conteúdo está atrasado; paralisação dos servidores chegou ao 13º dia
Mais uma semana de greve dos servidores municipais em Ribeirão Preto mantém escolas fechadas e pais preocupados. A paralisação, que já dura 13 dias, afeta principalmente a educação, com alunos tendo aulas suspensas e conteúdo atrasado.
Impacto na Educação
O setor da educação é o mais afetado pela greve, com a prefeitura divulgando balanços parciais sobre a adesão, enquanto o sindicato contesta os números. A falta de aulas impacta o desenvolvimento escolar dos alunos, como relata Maria Melha, mãe de um estudante do 8º ano. Ela afirma que seu filho está estudando conteúdo do ano anterior devido ao atraso, e que a reposição das aulas se mostra inviável devido à grade curricular dos professores e a brevidade do recesso escolar.
Pressão por Acordo e Consequências
A greve gera pressão por um acordo entre a prefeitura e o sindicato. Manifestantes realizam protestos em frente à prefeitura e à Secretaria da Fazenda, buscando uma solução que evite maiores prejuízos aos alunos. A ausência de aulas também levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos pais e a atuação do Conselho Tutelar. A prefeitura, por meio de nota, afirma que o secretário de governo Alberto José Macedo e o adjunto Antônio das Abud são os responsáveis pela Secretaria da Educação, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a reposição de aulas e outros pontos da greve.
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Desdobramentos e Impasses
Uma reunião na quarta-feira no Tribunal de Contas do Estado buscará informações sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal e o impacto financeiro de um aumento salarial para os servidores. A greve também causou atrasos em serviços essenciais, como o reparo na rede de água, resultando em falta de abastecimento em alguns bairros. A prefeitura anunciou que descontará os dias de paralisação dos servidores em setores essenciais. Apesar dos 13 dias de greve, ainda não há previsão de término.



