Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
A liberação do penúltimo lote do Imposto de Renda e o crédito de parte do décimo terceiro pelas empresas injetam otimismo nos lojistas, que esperam um aumento nas vendas com a proximidade dos eventos de fim de ano. Marcelo Bozzi, economista do Cincovarp (Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto), compartilha suas perspectivas sobre o cenário.
Expectativas de Boas Vendas no Fim do Ano
Bozzi destaca a grande expectativa para o final do ano, impulsionada tanto pelo aspecto emocional das festividades quanto pela injeção financeira proporcionada pela restituição do Imposto de Renda e, principalmente, pelas parcelas do décimo terceiro salário. “É uma injeção bastante grande de capital na economia, e boa parte desse capital acaba sendo aplicada no comércio”, afirma.
O Endividamento e seu Impacto
Embora o endividamento da população possa direcionar parte dos recursos para o pagamento de dívidas, Bozzi acredita que ainda haverá um volume significativo destinado ao comércio. “A população está tendo um maior endividamento em relação ao PIB. Então, essas pessoas devem direcionar uma parcela mais significativa deste recurso para pagamento de dívida, para a quitação de dívidas. Mas, ainda assim, sobram um volume bastante grande e a nossa expectativa é de que esse recurso acabe ser um direcionado para o comércio, o que, historicamente, acontece.”
Apostas dos Lojistas e Contratações Temporárias
Os lojistas, por sua vez, estão apostando nas vendas e considerando o aumento de estoques e contratações. “Contratação sempre ocorre. Os meses de novembro e dezembro são um volume de vendas acima da média anual”, explica Bozzi. Ele ressalta que o volume de vendas em dezembro pode ser duas a três vezes maior do que a média mensal, exigindo mais mão de obra. No entanto, ele observa uma cautela por parte dos lojistas em relação ao estoque, devido às incertezas econômicas.
Apesar das incertezas, a expectativa é de um crescimento nas vendas em relação ao ano anterior. Bozzi estima um aumento entre 1,5% e 2% em comparação com o Natal de 2013, impulsionado pelo apelo emocional do período.



