Em processo de recuperação judicial, companhia aérea deve dispensar pelo menos 300 funcionários
A companhia aérea Passaredo enfrenta um momento delicado, marcado por denúncias de demissões em larga escala. A CBN recebeu uma denúncia anônima de um funcionário do setor de manutenção mecânica, revelando um processo de readequação que pode afetar centenas de trabalhadores.
Readequação ou Demissão em Massa?
O diretor-presidente da Passaredo, José Luís Felício Filho, evitou o termo “demissão em massa”, preferindo classificar a situação como um “realinhamento”. Ele mencionou a possibilidade de licenças para pilotos, em negociação com o sindicato, inserindo a ação no contexto do movimento nacional das companhias aéreas. No entanto, a indefinição sobre o número exato de funcionários a serem desligados gera incertezas.
Posicionamento do Sindicato
Reginaldo Alvis de Souza, presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo (Saesp), confirmou o processo de demissão em larga escala, estimando que pelo menos 300 pessoas perderão seus empregos na Passaredo. O sindicato expressou preocupação com o impacto dessas demissões em meio à crise econômica do país, ressaltando que a empresa não comunicou previamente a intenção de realizar os desligamentos, infringindo a convenção coletiva de trabalho.
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Ações do Saesp
O departamento jurídico do Saesp se deslocou para Ribeirão Preto para uma reunião com a direção da Passaredo. O objetivo é entender as razões por trás das demissões e verificar se todos os critérios da convenção coletiva estão sendo cumpridos. O sindicato busca alternativas para evitar um grande número de demissões e questiona a falta de diálogo por parte da empresa.
A reunião entre o Saesp e a Passaredo busca esclarecer os motivos das demissões e encontrar soluções que minimizem o impacto para os trabalhadores.



