Presidente do órgão esteve em Ribeirão Preto nesta sexta-feira
Os Correios anunciaram o fechamento de 325 agências em todo o Brasil, representando 5% da rede de atendimento, em uma tentativa de cortar custos e reduzir um prejuízo de R$ 2 bilhões em 2022. Em Ribeirão Preto, uma agência já foi fechada e outra, localizada no Poupa Tempo, suspendeu os atendimentos em 23 de janeiro.
Fechamento de Agências e Reestruturação
Segundo o presidente dos Correios, Guilherme Campos, a medida é necessária para conter gastos e reestruturar o serviço, adaptando-o a uma nova realidade em que os serviços postais tradicionais estão em declínio. A empresa busca alternativas para compensar a queda na demanda por cartas e encomendas.
Impactos e Críticas
O Sindicato dos Correios de Ribeirão Preto, que representa 150 agências em 92 cidades da região, critica a decisão. A diretora Fernanda Romano argumenta que o fechamento de agências não resolve o problema e questiona a falta de diálogo com os trabalhadores. Ela aponta problemas de infraestrutura nas agências, como infiltrações e falta de água, além da implantação da distribuição domiciliar alternada, que, segundo ela, já se mostrou ineficiente.
Alternativas e Implicações
Além do fechamento de agências, os Correios já haviam lançado um plano de desligamento incentivado para funcionários com mais de 15 anos de serviço e acima de 55 anos, buscando reduzir em R$ 800 milhões a folha de pagamento. As medidas tomadas pela empresa geram preocupação com os empregos e o futuro dos Correios, levantando debates sobre a sustentabilidade do serviço postal no país em meio às mudanças no mercado.



