Decisão da greve deve sair nesta manhã (8); paralisação é devido a falta de pagamento completo dos salários
Motoristas de ônibus em greve em Ribeirão Preto
Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto cruzaram os braços na manhã desta terça-feira, causando transtornos para milhares de passageiros. A paralisação, segundo o sindicato dos trabalhadores, é motivada pelo atraso no pagamento da segunda metade dos salários de janeiro. Os motoristas receberam apenas 50% do salário no dia do pagamento, e a outra metade estava prometida, mas não foi paga.
Impacto na cidade
A greve afetou toda a cidade, com nenhum ônibus circulando desde as primeiras horas da manhã. Passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho, escola e outros compromissos, sendo obrigados a recorrer a transportes alternativos, como aplicativos de corrida, que tiveram um aumento significativo na demanda, e consequentemente, no preço. O relato de passageiros demonstra a dificuldade e o custo adicional gerado pela paralisação.
Proposta e negociações
O consórcio urbano propôs o pagamento do restante dos salários até 18 de fevereiro. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo sindicato dos motoristas, que exige o pagamento imediato. O consórcio informou que vem enfrentando dificuldades financeiras desde o início da pandemia, com empréstimos que ultrapassam 60 milhões de reais nos últimos dois anos. A empresa afirma estar buscando um novo empréstimo para quitar a dívida com os funcionários. O departamento jurídico da empresa se prepara para recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho em Campinas para tentar garantir a circulação de, pelo menos, 30% da frota.
Leia também
A situação permanece tensa, com os motoristas decidindo em assembleia se a greve continua. A população de Ribeirão Preto aguarda uma solução rápida para o impasse, que afeta diretamente a mobilidade urbana e a vida de milhares de cidadãos. A falta de previsão para o pagamento do restante dos salários deixa a população sem saber quando o transporte público será normalizado.



