Motoristas do consórcio pró-urbano negociam o aumento anual de salário; segunda reunião deve acontecer nesta tarde
Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto rejeitam proposta de reajuste salarial
Reajuste proposto e rejeição da categoria
O reajuste salarial para motoristas de ônibus em Ribeirão Preto está em discussão. A categoria reivindica um aumento de 1,57% (inflação) mais 5% de aumento real, totalizando 6,57%. O Consórcio Pró Urbano, entretanto, ofereceu apenas 2,5%. Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, a proposta foi rejeitada por 20 votos contra 12, com 18 abstenções. Uma nova assembleia está marcada para as 16h30, onde os votos serão somados.
Impacto na tarifa e insatisfação com o serviço
A decisão sobre o reajuste salarial impacta diretamente na tarifa do transporte público. Atualmente em R$ 3,95, a tarifa deve sofrer reajuste em julho. Mesmo com a redução de R$ 0,46 no preço do diesel, o Consórcio justifica o aumento alegando que 55% da arrecadação cobre a mão de obra, 17% o combustível e 28% as despesas administrativas e manutenção da frota. Essa justificativa, porém, não convence passageiros, que reclamam da qualidade do serviço oferecido e questionam a necessidade de um novo aumento.
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Cenário e perspectivas
Entre 2013 e 2017, a tarifa subiu 41%, passando de R$ 2,80 para R$ 3,95. O último reajuste foi em 2022, de R$ 3,80 para R$ 3,95. O Consórcio argumenta que a diminuição no preço do diesel não compensa os outros custos. A prefeitura afirma que o contrato prevê correção anual da tarifa, considerando diversos fatores. A assembleia desta tarde definirá os rumos da negociação e o impacto final no valor pago pelos passageiros. A frota de Ribeirão Preto conta com 357 ônibus em 87 linhas, transportando cerca de 6 milhões de passageiros por mês.



