Entidade acredita que só aumentar a carga horária de aula não é a melhor alternativa e cobra mais investimento na educação
Em 2020, o programa de ensino integral da Secretaria Estadual de Educação paulista será ampliado, com a previsão de 100 novas unidades escolares integrais, cada uma com capacidade para 500 estudantes. A expansão segue critérios específicos para seleção das escolas.
Critérios de Seleção
De acordo com o coordenador pedagógico da Secretaria, Caetano Siqueira, a escolha prioriza escolas com maior vulnerabilidade social e com pelo menos 12 salas de aula, visando alcançar o maior número de alunos possível. A ociosidade das salas de aula também é um fator considerado.
O Programa de Ensino Integral
No ensino integral, os alunos permanecem na escola das 7h às 16h. O modelo inclui tutoria individualizada, atividades interdisciplinares, projetos esportivos e culturais (clubes juvenis) desenvolvidos pelos próprios alunos, com acompanhamento da direção escolar.
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Críticas e Desafios
A coordenadora da sub-sede da Aposp (sindicato dos professores), Ana Maria Kurtarelli, critica a falta de investimentos em infraestrutura, como bibliotecas e laboratórios de informática. Outro ponto de preocupação é a situação dos professores, com a perspectiva de um processo seletivo que pode resultar em mudanças de unidades escolares, mesmo para professores efetivos. A doutora em pedagogia Marina Caprio destaca a importância de um planejamento pedagógico consistente, que atribua significado às atividades e prepare os professores para esse novo modelo de ensino. Atualmente, 417 escolas estaduais já funcionam no modelo integral, com a meta de alcançar 50% das escolas até 2026.
A ampliação do ensino integral representa um avanço significativo na educação paulista, mas requer atenção aos detalhes de infraestrutura, formação docente e planejamento pedagógico para garantir a efetividade do programa e proporcionar uma experiência de aprendizado rica e significativa para os alunos.



