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Sindicato dos Servidores anuncia greve em Ribeirão Preto

Secretário de Governo Osvaldo Ceoldo conversou com a CBN Ribeirão
Sindicato dos Servidores anuncia greve
Secretário de Governo Osvaldo Ceoldo conversou com a CBN Ribeirão

Secretário de Governo Osvaldo Ceoldo conversou com a CBN Ribeirão

Os servidores municipais de Ribeirão Preto rejeitaram, na noite de terça-feira (19), a proposta da prefeitura de reajuste salarial de 5,56% e mantiveram o estado de greve. A categoria exige correção de 16% — resultado da inflação acumulada de 6,49% mais um aumento real de 9,51% baseado no crescimento da arrecadação entre 2013 e 2014 — e decidiu manter o calendário que prevê paralisação se não houver acordo até 26 de março, à zero hora.

Rejeição e principais reivindicações

Em assembleia que reuniu mais de 500 trabalhadores, os servidores, representados por sindicato que congrega cerca de 8 mil funcionários, votaram pela recusa da proposta municipal e confirmaram o estado de greve. Além do reajuste salarial, a pauta inclui a elevação do vale alimentação de R$ 500 para R$ 724 (alta de 44,07%) e demandas da rede de ensino, como a suspensão da eliminação de turmas com menos de 17 alunos, a criação de uma comissão mista entre professores e poder público para avaliar a superlotação e o respeito ao limite de 25 alunos por sala, conforme o Conselho Municipal de Educação.

Negociação e posição da prefeitura

Na terça-feira houve reunião entre dirigentes sindicais e representantes da administração municipal para analisar 62 propostas. O presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, afirmou que muitas medidas que atendem parcialmente as reivindicações só poderiam ser implementadas após seis meses em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O secretário municipal de Governo, Valdo Ceoldo, disse que a gestão respeita os limites fiscais e que já concedeu reajustes automáticos previstos em planos de carreira e benefícios que teriam impacto de cerca de 3% na folha, além dos 5,56% oferecidos, totalizando aproximadamente 9% — patamar próximo ao crescimento estimado da receita corrente líquida de 9,04%. A prefeitura declarou não haver margem legal para um aumento maior sem comprometer o equilíbrio fiscal e negou que servidores comissionados recebam vale alimentação superior ao dos demais.

Possíveis impactos e próximos passos

O governo municipal informou que, caso ocorra a greve, serão mantidos os percentuais mínimos de atendimento previstos em lei para serviços essenciais. A Secretaria de Educação anunciou que comunicará pais e responsáveis sobre a situação das salas de aula e as ações previstas para enfrentar a lotação.

As partes mantêm diálogo, mas as decisões das próximas reuniões definirão se a negociação evitará ou não a paralisação prevista para o fim do mês.

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