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Os recentes cortes orçamentários anunciados pela prefeitura de Ribeirão Preto para equilibrar as finanças públicas geraram forte reação do sindicato dos servidores municipais. Em nota, o presidente Wagner Rodrigues criticou a gestão da prefeita Darcy Zéra, comparando a situação da cidade à de um país em crise.
Críticas do Sindicato dos Servidores
Segundo o sindicato, a falta de investimentos, criatividade e dinamismo da atual administração, somada à precariedade dos serviços públicos, estariam prejudicando o desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto. O sindicato alega que a cidade perdeu potencial nos últimos anos devido a essas deficiências.
Resposta da Administração Municipal
A administração municipal contesta as declarações do sindicato, ressaltando que, desde a implantação da Sala do Empreendedor em 2010, cerca de 22 mil pessoas saíram da informalidade e se tornaram microempreendedores individuais. A prefeitura defende que está trabalhando para fortalecer a economia local.
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Medidas de Austeridade e Possíveis Demissões
A prefeita Darcy publicou o quarto decreto de seu governo visando o equilíbrio financeiro. As medidas incluem a redução de 20% nas despesas com energia, combustível, telefonia, água, esgoto, cortes em cursos profissionalizantes para servidores, novos auxílios, contribuições, subvenções sociais e horas extras. Embora o decreto não preveja exonerações, o governo não descarta demissões.
Histórico de Cortes e Pressão por Demissões de Comissionados
Um decreto anterior, de 2013, já previa cortes de 20% nas despesas com cargos de confiança e funções gratificadas, mas apenas 13 comissionados foram exonerados na época. O sindicato lançou uma campanha para pressionar por mais demissões, argumentando que cortar comissionados seria a forma mais eficaz de economizar sem prejudicar os serviços à população. O sindicato continua a defender que o governo corte os “apadrinhados políticos”.
A situação financeira de Ribeirão Preto permanece tensa, com o sindicato e a administração em lados opostos, buscando soluções para o equilíbrio das contas públicas.