Direção optou por suspensão até a audiência de conciliação que terá com prefeitura na quinta-feira (10); Bruno Silva comenta
A greve dos servidores públicos de Franca foi suspensa temporariamente na terça-feira, com previsão de retomada caso não haja acordo com a prefeitura na quinta-feira. A decisão de suspender a paralisação ocorreu após negociações entre o sindicato e a prefeitura, que ofereceu um reajuste de 7,87% baseado na inflação, vale-alimentação de R$ 1.036,00 e abono escolar de 5%. O sindicato, por sua vez, reivindica aumento real de 4,13% além da inflação, vale-alimentação de R$ 1.340,00 e abono escolar de 5%.
Impactos da Greve
A paralisação causou diversos transtornos à população. Unidades de saúde enfrentaram longas filas e superlotação, com relatos de pacientes aguardando por horas para atendimento. Na educação, cerca de 70% dos alunos de uma escola do bairro Piratininga ficaram sem aulas devido à adesão de professores e funcionários à greve. O sindicato afirma que mais de mil servidores aderiram ao movimento, impactando diversos setores da prefeitura, que funcionaram parcialmente.
Negociações e Perspectivas
A prefeitura de Franca ainda não se manifestou oficialmente sobre a paralisação. A audiência de conciliação entre o sindicato e a prefeitura está marcada para quinta-feira. Especialistas analisam a situação, destacando a necessidade de uma solução que atenda às demandas dos servidores sem comprometer as finanças do município. A negociação salarial é considerada complexa, envolvendo a busca por um equilíbrio entre os interesses dos servidores e a capacidade financeira da prefeitura.
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Desdobramentos Políticos
Em outra frente, a situação política em Franca também gerou polêmica. Discussões nas redes sociais envolvendo o prefeito e a gestão anterior de escolas trouxeram à tona problemas de infraestrutura em unidades de ensino. O atual prefeito tem atribuído alguns problemas à gestão anterior, enquanto a assessoria do ex-prefeito rebate as críticas, apontando reformas realizadas em 2024. A situação evidencia a necessidade de manutenção contínua e investimento em infraestrutura de equipamentos públicos para garantir o bom funcionamento dos serviços essenciais.