Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Após uma audiência de conciliação, o impasse entre o sindicato dos servidores municipais e a prefeitura de Ribeirão Preto persiste, principalmente em relação aos reajustes salariais, vale-refeição e bônus escolar. A desembargadora responsável pela mediação encaminhou o caso para julgamento, visto que não houve acordo nas questões econômicas.
Reivindicações Salariais e Benefícios
O sindicato contesta o aumento de 7,68% proposto pela prefeitura, considerando-o insuficiente. Segundo o presidente da entidade, Luís Fernando Nascimento, a categoria reivindica um aumento real no salário, além de melhorias no bônus escolar e no valor do cartão alimentação. A proposta é que o valor do vale-refeição seja corrigido para R$ 400,00 e o bônus escolar para R$ 276,00.
Impacto da Paralisação
A greve, que continua por decisão da assembleia, tem afetado diversos serviços públicos. Estima-se que dos 4.600 funcionários municipais, 2.000 estejam paralisados, com uma adesão de 70% na maioria das repartições. Serviços essenciais como saúde e educação mantêm 50% das equipes em atuação, enquanto outros, como o serviço de Matron, garantem o mínimo de 30%.
Leia também
Posicionamento da Prefeitura
A prefeitura alega ter atingido o limite financeiro possível e prudencial, impossibilitando novos reajustes. O executivo municipal informou que os salários de março já foram pagos com o reajuste de 7,68% e que sempre esteve aberto ao diálogo, acusando o sindicato de optar pela greve de forma precipitada. O secretário de Recursos Humanos da prefeitura, Umberto Masa, não quis se pronunciar sobre o assunto.
O desfecho do conflito atrásra depende do julgamento no Tribunal do Trabalho, que deverá ocorrer nos próximos dias.



