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Sindicato e Secretaria comentam greve da Saúde e protesto no Daerp

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
Greve da Saúde
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Ribeirão Preto enfrenta uma crise no abastecimento de água e nos serviços de saúde, com moradores e servidores expressando insatisfação e preocupação.

Crise Hídrica Persiste

Moradores de diversos bairros de Ribeirão Preto continuam a sofrer com o desabastecimento de água. Após reclamações generalizadas, o Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) enfrenta críticas pela ineficiência no serviço. Recentemente, moradores do bairro Avelino Ouvio Espoema, na zona norte, foram as mais novas vítimas da falta de água. Este é o oitavo problema em equipamentos de captação e distribuição em menos de 20 dias. Embora o Daerp afirme ter resolvido o problema, moradores de outros bairros, como o Ipiranga, relatam escassez contínua, com alguns enfrentando a situação há pelo menos uma semana.

Paralisação dos Servidores do Daerp

Em meio à crise hídrica, cerca de 250 servidores do Daerp paralisaram suas atividades em protesto contra as condições de trabalho. A paralisação, que começou às 7 da manhã na unidade da Rua Pernambuco, é motivada pela falta de infraestrutura adequada. Segundo Wagner Rodrigues, presidente do sindicato dos servidores municipais, a falta de bombas de reserva e a crescente insatisfação da população com o atendimento são os principais motivos da manifestação. Os servidores denunciam que a população está sendo obrigada a buscar água em caminhões-pipa, devido à falta de investimento e manutenção adequados.

Servidores da Saúde em Greve e Atendimento Prejudicado

Além dos problemas no Daerp, os servidores da saúde também mantêm uma greve, com um protesto agendado em frente ao Palácio do Rio Branco. A greve afeta diversas unidades de saúde, como a unidade do Espiritual da Vila Vergilha, que está operando apenas em regime de urgência e emergência. A paralisação é motivada pela falta de diálogo com a prefeitura e pelo não cumprimento da lei que reduz a jornada de trabalho de 36 para 30 horas semanais. A prefeitura, por sua vez, afirma que 85% dos atendimentos foram realizados, mas reconhece que a vacinação infantil está sendo prejudicada. A Secretaria da Saúde orienta os pacientes a procurarem os gerentes das unidades em caso de impedimento de entrada e garante que os atendimentos agendados serão realizados.

A situação em Ribeirão Preto demonstra a necessidade urgente de investimentos e melhorias tanto no sistema de abastecimento de água quanto nos serviços de saúde, além de um diálogo mais eficaz entre a administração municipal e os servidores.

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