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Sindicato trava acordo entre Carmen Steffens e funcionários

Em crise, empresa francana do setor calçadista teve proposta de redução salarial aceita pelos funcionários
Carmen Steffens funcionários
Em crise, empresa francana do setor calçadista teve proposta de redução salarial aceita pelos funcionários

Em crise, empresa francana do setor calçadista teve proposta de redução salarial aceita pelos funcionários

A indústria de calçados Carmen Stephens, localizada em Franca, está agendada para se reunir novamente com representantes do sindicato dos sapateiros da cidade nesta segunda-feira. O encontro visa discutir uma proposta da empresa para mitigar demissões através da redução da carga horária e salários.

Proposta de Redução e Rejeição Sindical

Na semana anterior, a Carmen Stephens, que emprega 2 mil funcionários, propôs um plano emergencial que envolveria a suspensão do trabalho em duas sextas-feiras por mês até o final do ano, e uma sexta-feira mensal a partir de 2017. Essas folgas seriam descontadas dos salários dos empregados. Apesar da aparente aceitação inicial por parte dos trabalhadores, o sindicato dos sapateiros de Franca rejeitou a proposta. Sebastião Ronaldo de Oliveira, presidente do sindicato, argumenta que, embora tenham ocorrido mais de 200 demissões este ano, não há justificativa para a redução salarial. O sindicato contesta a alegação de crise por parte da empresa, afirmando que o setor calçadista, especialmente em Franca, não foi afetado pela crise econômica nacional e, pelo contrário, está em um bom momento.

Manifestação dos Funcionários e Impacto da Decisão

A recusa do sindicato em aceitar a proposta gerou uma manifestação de aproximadamente 400 funcionários em frente à sede sindical. Os manifestantes defendem a aprovação do acordo, temendo a perda de seus empregos. Juliana Torquete, revisora de corte na indústria, expressou a preocupação dos trabalhadores, destacando a preferência por uma redução salarial temporária em vez da demissão. Ela ressaltou a dificuldade de encontrar um novo emprego no cenário econômico atual e questionou a capacidade do sindicato em realocar os trabalhadores demitidos.

A Visão da Empresa e o Risco de Demissões

Francisco de Assis Miglete, gerente de planejamento da Carmen Stephens, confirmou que a crise afetou os negócios da empresa, que possui uma produção média de 11 mil pares de calçados por dia. Ele explicou que a proposta de acordo com o sindicato surgiu como uma alternativa à demissão em massa, diante de uma redução de mais de 30% nos pedidos. O departamento jurídico da empresa informou que, devido à recusa do sindicato, 27 funcionários seriam demitidos, com os avisos prévios já sendo emitidos. Dados recentes indicam um cenário preocupante para o mercado de trabalho em Franca, com o fechamento de milhares de vagas nos últimos anos, sendo a indústria calçadista a mais afetada em 2015.

Diante do impasse, a reunião desta segunda-feira representa uma oportunidade crucial para que empresa e sindicato encontrem um terreno comum e evitem um impacto ainda maior no emprego e na economia local.

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