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Sindiforte diz que baixos salários leva funcionários a criminalidade

Advogado do sindicato de Ribeirão Preto culpa sedução pelo dinheiro fácil ao número de funcionários envolvidos em assaltos
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Advogado do sindicato de Ribeirão Preto culpa sedução pelo dinheiro fácil ao número de funcionários envolvidos em assaltos

Advogado do sindicato de Ribeirão Preto culpa sedução pelo dinheiro fácil ao número de funcionários envolvidos em assaltos

A possível participação de vigias no mega assalto à Prosegur em Ribeirão Preto, ocorrido em julho, reacendeu o debate sobre as condições de trabalho e salários na área de segurança. O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Carro Forte, Guarda e Transporte de Valores e Escolta Armada (Sin Forte) atribui a vulnerabilidade dos profissionais aos baixos salários pagos pela categoria.

Salários Insuficientes e a Tentação do Crime

Segundo Eduardo Augusto de Oliveira, advogado do Sin Forte, a remuneração oferecida aos vigilantes não é digna e pode abrir espaço para que se deixem seduzir pelo crime. O sindicato argumenta que o salário não proporciona aos profissionais uma condição de vida adequada, como moradia e integração social, tornando-os mais suscetíveis a propostas ilícitas.

Ex-Funcionários Envolvidos e a Falha na Segurança

Dos quatro suspeitos presos após o ataque à Prosegur, três são ex-funcionários de empresas de valores, incluindo um da própria Prosegur. O ex-funcionário da Prosegur, detido logo após ser demitido sob alegação de reorganização interna, é acusado de fornecer informações cruciais sobre a rotina da empresa. O delegado da DIG, Ricardo Turra, confirmou a suspeita de que ele repassou informações privilegiadas que facilitaram a ação da quadrilha.

Contraponto: A Ética Acima do Salário

O sociólogo e escritor Vlaumir Souza discorda da visão do sindicato, argumentando que a baixa remuneração, embora presente em diversos setores, não justifica o envolvimento com o crime. Ele ressalta que muitos trabalhadores com baixos salários buscam alternativas honestas para complementar sua renda, como trabalhos extras. Souza compara a situação com a política, onde altos salários não impedem a corrupção, enfatizando que a ética e a moral são fatores determinantes.

A discussão sobre a relação entre salários, condições de trabalho e criminalidade permanece complexa, com diferentes perspectivas sobre as motivações que levam indivíduos a se envolverem em atividades ilegais.

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