Psicóloga explica quando o esgotamento físico e mental deixa de ser normal e se transforma em patologia, no ‘CBN Comportamento’
A síndrome de burnout, tema recorrente em conversas sobre saúde mental no trabalho, frequentemente é confundida com simples cansaço ou estresse. No entanto, trata-se de uma doença grave que exige tratamento médico.
Diferenciando Burnout de Cansaço
É crucial entender a diferença entre o cansaço diário e a síndrome de burnout. Enquanto o cansaço é uma resposta natural ao esforço físico ou mental, o burnout é um estado de exaustão profissional crônico, resultante de estresse prolongado exclusivamente relacionado ao ambiente de trabalho. Usar o termo “burnout” de forma casual, sem o devido diagnóstico, banaliza a gravidade desta condição.
Sintomas e Fases do Burnout
A síndrome de burnout se manifesta em três fases, com sintomas que evoluem gradativamente. A primeira fase apresenta sintomas psicológicos como tristeza, desânimo e perda de interesse pelo trabalho. A segunda fase é marcada por irritabilidade, agressividade, ansiedade e cinismo, afetando as relações interpessoais no ambiente profissional. A fase final é caracterizada por apatia, isolamento social, negligência com a higiene pessoal e aumento do risco de suicídio ou dependência química, além de sintomas físicos como fadiga intensa, dores e disfunções gastrointestinais.
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Prevenção e Tratamento
Profissionais de saúde, motoristas, professores e jornalistas são alguns dos grupos mais propensos ao burnout, mas qualquer pessoa pode ser afetada, inclusive donas de casa. Ambientes de trabalho tóxicos, com falta de comunicação, treinamento e reconhecimento, aumentam o risco. O tratamento envolve intervenção precoce, com psicoterapia e, muitas vezes, medicação psiquiátrica. A boa notícia é que o burnout tem cura, e a busca por ajuda profissional é fundamental para a recuperação e a manutenção da saúde mental.