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Síndrome do ‘coração festeiro’ acende alerta para excessos no Carnaval

Condição descrita nos EUA está ligada a arritmias provocadas por álcool, energéticos e privação de sono
coração
Condição descrita nos EUA está ligada a arritmias provocadas por álcool, energéticos e privação de sono

Exagerar na bebida, misturar álcool com energético, dormir pouco e virar noites seguidas de festa pode trazer consequências ao coração, mesmo em pessoas jovens e sem histórico de doença cardíaca. O quadro é conhecido como síndrome do coração festeiro.

A condição foi descrita em 1978 pelo médico norte-americano Philip Ettinger como Holiday Heart Syndrome, ou “síndrome do coração de feriado”, ao observar alterações cardíacas em pacientes após períodos de excessos.

Arritmias e sintomas

Segundo o cardiologista Edson Elviro Alves, o problema está relacionado principalmente a arritmias cardíacas provocadas pelo desequilíbrio no sistema elétrico do coração.

“Tudo que sai do equilíbrio pode dar algum problema. Esses pacientes que abusam do álcool, juntam com os energéticos, dormem mal, cigarro, todas essas estimulantes, a cafeína, então isso desequilibra o sistema elétrico do coração”, explica.

Os sintomas mais comuns são palpitações, sensação de batedeira no peito, falta de ar, dor no peito, tontura e fadiga. Muitos pacientes procuram o pronto-socorro após episódios durante ou depois das festas. De acordo com o especialista, é um erro achar que apenas pessoas com problemas cardíacos estão vulneráveis.

“Engana-se a pessoa que é jovem e acha que não tem nenhum problema de saúde. Ela também está em risco”, alerta.

Quem já tem fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de arritmia, pode ter maior chance de complicações.

Prevenção é essencial

A principal orientação é evitar excessos. Hidratação adequada, alimentação equilibrada e noites de sono suficientes ajudam a reduzir os riscos.

“Procurar equilíbrio entre se divertir e não abusar do coração é fundamental”, reforça o cardiologista.

Embora possa ocorrer apenas em episódios pontuais, a síndrome também pode revelar um problema cardíaco ainda não diagnosticado. Por isso, sintomas persistentes ou intensos devem ser avaliados por um médico.

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