Alergista Gizele Ferreira Cunha explica a necessidade de realização de exames para diagnosticar doenças
Sintomas de alergia respiratória, como asma e rinite, têm se agravado, principalmente nesta época do ano. A semelhança dos sintomas com os do coronavírus tem gerado preocupação na população.
Confusão entre sintomas
Doenças respiratórias virais, gripes e alergias respiratórias apresentam sintomas parecidos com os do coronavírus, dificultando o diagnóstico. No Brasil, os sintomas do coronavírus têm se modificado, tornando a distinção ainda mais complexa. A médica Giselle Ferreira Cunha, especialista em alergia e imunologia infantil, explica que a realização de exames é crucial para um diagnóstico preciso. O PCR, exame padrão para detecção do coronavírus, deve ser realizado entre três e sete dias após o início dos sintomas. Resultados negativos fora desse período podem ser falsos negativos.
Cuidados com a saúde respiratória
A médica destaca a importância do acompanhamento médico regular para quem sofre com doenças respiratórias. A piora dos sintomas em períodos de estiagem e baixa umidade, agravada pela poluição do ar e pelas queimadas, exige cuidados especiais. A hidratação adequada (via oral e nasal), o uso de soro fisiológico e a evitar exercícios físicos em horários de baixa umidade são medidas importantes. A automedicação é desaconselhada, exceto sob orientação médica, pois pode piorar o quadro clínico e gerar efeitos colaterais.
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Prevenção e tratamento
Com a retomada das atividades e o aumento da exposição ao ar livre, a médica reforça a necessidade de precauções. A hidratação, o uso de máscara, a lavagem do rosto e a escolha de horários adequados para atividades físicas são fundamentais. É importante evitar aglomerações e manter o distanciamento social. O tratamento para alergias respiratórias inclui medicamentos nasais, orais e imunoterapia, sempre sob orientação médica. O acompanhamento profissional permite diferenciar sintomas de alergia de outras doenças respiratórias.



