Alergista Gizele Ferreira Cunha explica a necessidade de realização de exames para diagnosticar doenças
A Secretaria da Educação confirmou a suspensão das aulas até 30 de setembro devido ao acompanhamento dos dados do novo coronavírus na cidade e às diretrizes do Plano São Paulo de retomada da quarentena.
Cenário Atual e a Prudência na Volta às Aulas
O pesquisador titular da Fiocruz, Dr. Rodrigo Stabili, alerta para a necessidade de prudência na tomada de decisões, criticando a falta desta característica no governo central desde o início da pandemia. Ele destaca que a situação não se limita à cidade em questão, mas sim ao entorno e à interação entre cidades, já que o vírus não respeita limites geográficos. A preocupação com aglomerações é crucial, e o Dr. Stabili questiona a abertura de shoppings enquanto as escolas permanecem como um problema. Ele enfatiza o papel da escola como espaço democrático e de redução da iniquidade social, além da importância de se ouvir a comunidade antes de tomar decisões sobre o retorno às aulas.
Amamentação e Fake News sobre Termômetros
Em relação a uma pergunta de uma puérpera sobre amamentação durante a infecção pelo coronavírus, o Dr. Stabili afirma que não há necessidade de interromper a amamentação, pois o vírus não passa pelo leite materno, que é rico em nutrientes e anticorpos. Ele desmente também as fake news sobre termômetros infravermelhos causarem câncer ou injetarem o vírus, explicando seu funcionamento e sua ineficiência como única medida de segurança. A medição de temperatura é considerada paliativa, e a verdadeira segurança reside em higiene, uso de máscara e distanciamento social.
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Ocupação de Leitos e Alerta à População
O Dr. Stabili finaliza sua participação discutindo a alta ocupação de leitos de UTI e enfermaria em Ribeirão Preto, alertando para o aumento de casos e a necessidade de atenção da população. Ele destaca o site leitoscovid.org como ferramenta de acompanhamento da situação e reforça que a abertura da cidade para a fase amarela se deu por necessidades econômicas, não por baixa de infecção. O alerta é máximo, pois a pandemia não acabou e há risco de saturação do sistema público de saúde.



