Quem fala sobre o assunto é o especialista em bem estar animal, Gelson Genaro, na coluna ‘CBN Pet News’
A síndrome da disfunção cognitiva em gatos, muitas vezes subdiagnosticada, é uma patologia associada ao envelhecimento felino. Caracterizada por alterações comportamentais, ela afeta a cognição do animal, comprometendo memória, raciocínio e aprendizado. Essas alterações são decorrentes de mudanças neuronais, influenciadas por fatores como alimentação, tratamento e estresse ao longo da vida do animal.
Fatores de Risco e Sintomas
A disfunção cognitiva se manifesta mais claramente em gatos com 7 a 10 anos (maduros), tornando-se mais evidente após os 14 anos (idosos). Os sintomas incluem mudanças comportamentais como vocalização excessiva, desorientação no ambiente familiar, eliminação inadequada fora da caixa de areia e diminuição da interação com tutores e outros animais. A intensidade dos sintomas varia de acordo com o histórico individual de cada gato.
Estratégias para o Tratamento e Melhora da Qualidade de Vida
Existem três estratégias principais para auxiliar gatos com disfunção cognitiva: ajuste nutricional com rações específicas para idosos; suplementação medicamentosa prescrita por um veterinário; e enriquecimento ambiental, incluindo brinquedos interativos que ofereçam recompensas alimentares. O enriquecimento ambiental estimula a atividade física e mental, combatendo a desmotivação e apatia. A observação cuidadosa do comportamento do animal é crucial para a detecção precoce da síndrome.
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A detecção precoce e a implementação dessas estratégias podem melhorar significativamente a qualidade de vida do gato idoso, permitindo que ele mantenha um nível de interação e atividade mais satisfatório. A atenção aos sinais de mudanças comportamentais e a busca por orientação veterinária são fundamentais para o bem-estar do animal.