Empresas especializadas conseguem atender, dentro de casa, alguns pacientes que estão em UTIs
A pandemia de COVID-19 agravou a superlotação hospitalar em todo o Brasil, com Ribeirão Preto como exemplo dessa realidade. O aumento de casos, impulsionado por novas variantes do coronavírus, reacendeu o temor de colapso do sistema de saúde, devido à falta de leitos e insumos. Apesar do avanço da vacinação, a imunização completa da população ainda está distante, e o crescimento de casos deve persistir.
Atendimento Domiciliar como Solução
Nesse contexto, o atendimento médico domiciliar surge como alternativa para desafogar os hospitais. Empresas de home care relatam aumento na demanda, especialmente no início da pandemia, com casos de quedas e queimaduras. Mas a atenção domiciliar vai além do acompanhamento de pacientes crônicos; ela pode auxiliar na liberação de leitos hospitalares.
Duas Formas de Desafogar o Sistema
O atendimento domiciliar contribui de duas maneiras principais: primeiramente, transferindo pacientes crônicos, que ocupam leitos desnecessariamente, para atendimento em casa, com equipe médica e equipamentos completos. Isso libera leitos hospitalares para pacientes com quadros agudos e graves, incluindo casos de COVID-19. Em segundo lugar, o atendimento domiciliar permite a realização de procedimentos de menor complexidade em casa, como administração de antibióticos, evitando deslocamentos desnecessários ao hospital ou pronto-socorro.
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Parcerias e o Futuro do Atendimento
Em Ribeirão Preto, o serviço público de atenção domiciliar existe desde 1993, atendendo atualmente mais de 480 pacientes com oxigenoterapia domiciliar e 35 em ventilação mecânica domiciliar. A parceria entre o setor público e a iniciativa privada pode otimizar o uso de leitos hospitalares, especialmente em momentos críticos como a pandemia. A colaboração é fundamental para garantir o acesso à saúde, tanto em hospitais públicos quanto privados, enfrentando a escassez de leitos de UTI e a alta demanda por atendimento médico, com mais de 290 pessoas internadas com COVID-19 na cidade.



