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Sistema de satélite identifica início de incêndio em lavouras

Produtores encontraram na tecnologia uma saída para evitar catástrofes no cultivo
incêndio em lavouras
Produtores encontraram na tecnologia uma saída para evitar catástrofes no cultivo

Produtores encontraram na tecnologia uma saída para evitar catástrofes no cultivo

Os produtores de cana-de-açúcar da região de Ribeirão Preto uniram forças para combater incêndios em lavouras com o auxílio da tecnologia. Um sistema de monitoramento via satélite detecta focos de queimadas em estágio inicial, alertando os produtores por meio de uma central.

Combate eficiente aos incêndios

Após o alerta, os produtores se organizam para controlar os focos de incêndio. A iniciativa envolve 2 mil produtores do oeste paulista, monitorando 120 mil hectares de plantação. O sistema tem se mostrado crucial, especialmente durante a estiagem de 73 dias na região, que resultou em um aumento significativo de queimadas, dobrando os registros em comparação com atrássto do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Tecnologia aliada à prevenção

Em Terra Roxa, 120 hectares de cana-de-açúcar já colhida foram destruídos por um incêndio recente. A administradora da fazenda afetada, Matheus Conceição, reconhece os prejuízos para a próxima safra, mas destaca a importância do sistema de monitoramento na prevenção de novos danos. A central de monitoramento, com 12 filiais, aciona rapidamente os responsáveis pelo combate ao fogo nas fazendas, contando com o apoio de caminhões-bombeiros de produtores ou unidades industriais. As informações também são compartilhadas com a Polícia Ambiental.

Monitoramento e prevenção integrada

O sistema de monitoramento analisa diversos fatores, como a cor (vermelhada indica alto risco), temperatura e direção do vento, permitindo mapear a propagação do fogo e alertar propriedades vizinhas. As informações coletadas são enviadas à Polícia Ambiental antes da operação “Quarta Fogo” e validadas pela Polícia Militar Ambiental. Essa integração entre tecnologia, produtores e órgãos ambientais é fundamental para um combate mais eficaz aos incêndios, minimizando os prejuízos econômicos e ambientais, além dos impactos na saúde pública e no trânsito causados pela fumaça.

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