Especialista em saúde pública, Ivana Clemente, analisa o sufocamento dos leitos na região
A pandemia de coronavírus expôs fragilidades crônicas no sistema de saúde pública, especialmente na região de Barretos. A falta de leitos de UTI e a demora no acesso a tratamento estão levando a óbitos evitáveis, como o caso de Leandro Nishida, de 47 anos, em Bebedouro.
Falta de Leitos e Esperas Prolongadas
Em Bebedouro, Nishida morreu após cinco dias aguardando um leito de UTI para tratamento de Covid-19. Sua família chegou a pedir ajuda nas redes sociais. A situação se repete em Barretos, onde a Santa Casa enfrenta uma fila de espera diária de 40 a 50 pacientes, enquanto a capacidade de atendimento é de apenas 6 a 7 leitos.
Fechamento de Leitos e Cortes de Convênios
O problema se agrava com o fechamento de 10 leitos de UTI no Hospital de Igarapava, devido ao fim de um convênio com o governo estadual. A DRS-8, região de Franca, apresenta taxa de ocupação de 86,4% em UTIs e 58,7% em enfermarias. A falta de recursos e o jogo de empurra-empurra entre governos estadual e federal deixam a população desassistida. Apesar do fechamento em Igarapava, a ala de UTI em Ipuã permanece ativa, graças a uma gestão eficiente de recursos.
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Impactos e o Futuro do Sistema de Saúde
A especialista em saúde Ivana Clemente Castro, responsável pela implantação de leitos de UTI em Ipuã, destaca a fragilidade do sistema e a necessidade de planejamento para a renovação de convênios. A falta de recursos e a burocracia comprometem o atendimento à população, resultando em perdas de vidas. A situação em cidades como Igarapava e Bebedouro demonstra a urgência de soluções para garantir o acesso a leitos de UTI e fortalecer a saúde pública.



