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Sistema prisional é tema do Almanaque CBN

Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (14)
sistema prisional
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Neste sábado, o programa Almanaque CBN discutiu as condições oferecidas pelo poder público e sua relação com a criminalidade. Participaram do debate Anderson Pólverel (coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Ribeirão Preto), o promotor de justiça Guilherme Pescuma Jr. e o especialista em segurança pública, também chamado Guilherme Pescuma Jr.

Prevenção através de políticas públicas

Os debatedores concordaram que a oferta de condições adequadas em setores como saúde, educação, cultura e esporte pode prevenir a criminalidade. Segundo eles, investir em políticas públicas eficazes nesses setores contribui para uma vida mais saudável e diminui a probabilidade de envolvimento com o crime. A construção de mais presídios é vista como uma solução paliativa, enquanto a solução principal reside em um investimento robusto em políticas públicas preventivas.

A importância dos espaços públicos e o impacto da sociedade consumerista

Outro ponto destacado foi a importância dos espaços públicos, como praças, para a convivência social. A segregação urbana, com a proliferação de condomínios fechados, é criticada por criar bolhas sociais e intensificar o individualismo. O programa apontou que a sociedade consumerista, centrada no acúmulo de bens materiais, contribui para a perda de valores como solidariedade e respeito ao próximo. A construção de uma sociedade mais justa requer uma mudança de valores e um investimento em educação para as novas gerações.

A necessidade de gestão eficiente e a articulação entre órgãos de segurança

Por fim, o debate enfatizou a necessidade de uma gestão eficiente das políticas públicas, com foco na capacidade técnica e não apenas na política partidária. A falta de articulação entre as polícias e a ausência de um banco de dados nacional foram apontadas como entraves à segurança pública. A superlotação dos presídios, a falta de equipamentos e a pressão sobre os agentes penitenciários também foram temas relevantes. Os participantes defenderam a importância de ações integradas, que contemplem a prevenção, a repressão e a ressocialização, para construir uma sociedade mais segura e justa.

A discussão revelou a complexidade do problema da criminalidade e a necessidade de uma abordagem multifacetada, que envolva a atuação do Estado, da sociedade civil e de cada cidadão. A ausência do Estado em diversos setores da sociedade é apontada como um dos principais fatores contribuintes para o aumento da criminalidade, sendo essencial a sua presença para garantir a segurança e o bem-estar da população. Ações preventivas, aliadas a uma gestão eficiente e à articulação entre os órgãos de segurança, são cruciais para reverter o quadro atual.

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