Laranja de empresários apontou a fraude em Ribeirão Preto; transações foram feitas entre 2013 e 2014
O Ministério Público está aprofundando as investigações sobre o Panq, um site sediado em Ribeirão Preto, acusado de aplicar golpes que movimentaram pelo menos R$ 250 milhões em todo o país. As investigações se concentram atrásra na venda de franquias do portal e na não entrega de produtos comercializados online.
Venda de Franquias e Promessas Não Cumpridas
A empresa, gerenciada pelo casal Michel Pierre-Cintra e Viviane Boff-Emilio, prometia a venda da estrutura online por até R$ 20 mil. Segundo o promotor Arôdo Costa Filho, duas vítimas apresentaram documentos que comprovam a comercialização de franquias pelo site. Uma delas foi vendida por R$ 7.900 em outubro de 2013 e outra por R$ 3.000 em maio de 2014.
Indícios de Valores Maiores e Depoimentos
O promotor afirma ter indícios de que os valores negociados chegavam a R$ 20 mil. Essa informação foi confirmada por um dos laranjas do empresário. Além da não entrega de produtos, o site vendia franquias que também não eram entregues aos compradores, que pagavam valores entre R$ 1 mil e R$ 20 mil.
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Ações e Indenizações
Duas pessoas, entre as 207 que recentemente acionaram o Ministério Público para novas ações por indenização contra o Panq, apresentaram documentos que evidenciam essa modalidade de transação entre 2013 e 2014. Isso motivou a promotoria a ampliar as investigações. Outras 215 vítimas, que já haviam apresentado denúncias e provas, devem ser indenizadas ao término do primeiro processo. A Justiça determinou que imóveis e automóveis de luxo pertencentes aos acusados sejam leiloados para bancar esses e futuros ressarcimentos. As contas estão bloqueadas, e os valores já foram depositados em uma conta judicial.
Todos os imóveis que foram sequestrados a pedido do Ministério Público terão sua venda determinada pela Justiça, e um leilão será realizado nos próximos dias.
O empresário Michel Pierre-Cintra está foragido há quase um ano, enquanto sua esposa, Viviane Boff-Emilio, está presa desde setembro do ano passado. O casal também é acusado de contratar e não pagar agências de publicidade em propagandas em jogos da seleção brasileira, causando um prejuízo de R$ 4,8 milhões.
O caso continua em andamento, com o objetivo de ressarcir as vítimas e responsabilizar os envolvidos.



