Franca registrou mais duas mortes pela doença nesta semana e começará vacinação; Ribeirão chegou a mais de 20 mil infecções
A situação da dengue segue preocupante no interior paulista. Nesta semana Franca chegou a 12 mortes confirmadas pela doença, enquanto Ribeirão Preto ultrapassou a marca de 20 mil casos registrados desde o início do ano.
Franca registra 12 mortes e amplia vacinação
O Departamento de Vigilância em Saúde de Franca confirmou duas novas mortes por dengue nesta semana, elevando para 12 o total de óbitos no município. As vítimas mais recentes eram duas mulheres, de 75 e 70 anos, com óbitos ocorridos nos dias 4 e 10 de abril. Segundo o órgão, todas as 12 pessoas que morreram tinham comorbidades.
Desde janeiro de 2024 Franca contabiliza 2.778 casos confirmados. Como estratégia para reduzir os números, a prefeitura iniciou um programa de vacinação contra a dengue: as doses já foram recebidas e a campanha começa na segunda-feira, voltada inicialmente para crianças de 10 a 14 anos. A secretária municipal de Saúde, Valéria Mascarenhas, informou que a imunização seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde e fez um apelo aos pais para que levem os filhos a postos de vacinação.
Leia também
Ribeirão Preto: aumento expressivo de casos e perfil dos infectados
Em Ribeirão Preto, os casos de dengue ultrapassaram 20 mil na última semana. Até o momento seis mortes foram confirmadas e outras quatro estão sob investigação. O total de casos representa um crescimento de 63,2% em relação a 2023, quando foram registrados cerca de 12.300 casos ao longo do ano.
O levantamento epidemiológico mostra que a faixa etária entre 20 e 39 anos concentra o maior número de infectados, com 7.052 registros, seguida pela faixa de 40 a 59 anos, com 4.784 ocorrências. Por área da cidade, os bairros das zonas Leste e Norte somam 10.371 casos.
Quem corre mais risco e sinais de alerta
A infectologista Silvia Fonseca ressalta a importância de identificar grupos mais vulneráveis à dengue grave: crianças menores de 15 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestantes, quem já tem doenças crônicas (como cardíacas, pulmonares ou renais) e quem já teve dengue anteriormente. Esses perfis exigem atenção redobrada aos sintomas.
Entre os sinais de agravamento, a médica cita dor abdominal intensa e persistente, tontura ao levantar (hipotensão postural), redução da quantidade de urina, sangramentos espontâneos (gengiva, nariz, urina ou fezes) e vômitos frequentes, que em casos mais sérios podem apresentar sangue. Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
O Ministério da Saúde informou que 25 estados, além do Distrito Federal, apresentam tendência de queda ou estabilidade na incidência da dengue; Mato Grosso é apontado como exceção, com piora no cenário epidemiológico.
Especialistas e autoridades reforçam a necessidade de vigilância constante sobre focos de reprodução do Aedes aegypti e pedem que a população colabore eliminando água parada e observando medidas de proteção individuais enquanto as campanhas de vacinação e controle seguem em andamento.


