Nelson Rocha Augusto fala em “bomba fiscal” a ser desarmada nos próximos meses; ouça a coluna ‘CBN Economia’
A economia brasileira enfrenta desafios significativos após a transição de governo, com uma “bomba fiscal” estimada em mais de R$ 200 bilhões, resultado de medidas como atrasos nos preços de combustíveis e reduções de impostos. Para o curto prazo, a perspectiva é de dificuldades econômicas, agravadas pela ausência de recursos previstos no orçamento, como os R$ 600 prometidos a famílias necessitadas.
Cenário Político e Expectativas Econômicas
Apesar do cenário desafiador, agentes econômicos demonstram otimismo cauteloso. A formação de uma frente democrática, simbolizada pela escolha de Alckmin para liderar a transição, sugere um caminho de diálogo e reconstrução institucional. A priorização de áreas como educação, saúde e meio ambiente, além do compromisso com a segurança climática, sinaliza uma mudança na percepção internacional do Brasil, atraindo investimentos e melhorando o cenário econômico sem gastos adicionais.
Ações do Novo Governo e o Papel da Política
A participação de líderes do Centrão (PL, PP e PSD) nas negociações com o novo governo para incluir correções no salário mínimo e na tabela do imposto de renda no orçamento de 2024 indica uma busca por consenso e um olhar para o futuro. Essa disposição ao diálogo, mesmo entre partidos que apoiaram o governo anterior, contribui para um ambiente político mais construtivo e para a melhoria da percepção de risco do país.
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Perspectivas Futuras
Embora o primeiro semestre de 2024 ainda apresente dificuldades, a expectativa é de melhora significativa no segundo semestre, caso o novo governo consiga manter o diálogo e a construção de consensos. A melhora na percepção de risco, o aumento do investimento e o apoio internacional são fatores que contribuirão para essa recuperação. A transparência e o debate aberto, com a participação da mídia e de especialistas, serão cruciais para o sucesso desse processo.



