Cláudia Habib afirma que uma das formas de coibir as queimadas é aumentar a pena para quem inicia as chamas
Os incêndios que têm assolado a região têm causado prejuízos incalculáveis para agricultores, lavouras e meio ambiente. A promotora Claudia Bibi, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), detalha a situação e os esforços para combatê-la.
Investigação e Punições
A maioria dos incêndios é causada por ação humana, seja por queimadas criminosas ou descuido com fogos. As investigações incluem análise de locais, depoimentos e busca por evidências. A promotora destaca a importância do aumento das penas para crimes ambientais, considerando os altos custos com o combate aos incêndios e os danos à fauna, flora e economia. Casos como o de Jair de Nópolis, onde dois policiais ficaram gravemente feridos, estão sob investigação, com o Gaema atuando em conjunto com a Polícia Ambiental e Civil.
Denúncias e Prevenção
O Gaema recebe denúncias anônimas por e-mail, que têm sido cruciais para a identificação dos responsáveis. A população é encorajada a relatar qualquer situação suspeita, mesmo que sem se identificar. Imagens de celular, por exemplo, podem ser importantes provas. A promotora reforça a necessidade de conscientização da população para evitar queimadas e o descarte de materiais que possam causar incêndios, especialmente com a alta temperatura e a ausência de previsão de chuvas.
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Atuação do Gaema e o Papel da Sociedade
O trabalho do Gaema envolve a apuração de denúncias, investigação de incêndios e o acompanhamento dos processos judiciais. A colaboração da sociedade é fundamental para combater os incêndios, sendo crucial que a população denuncie qualquer atividade suspeita. A conscientização e a prevenção são armas importantes na luta contra esse problema que afeta a todos.



