Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
Dados recentes da união das usinas de cana de açúcar revelam um aumento de 5,63% na quantidade de cana processada na região centro-sul do país durante a safra 2015-2016, em comparação com o período anterior. Este crescimento, aliado à valorização do dólar, levanta questões sobre a recuperação do setor.
O Impacto do Câmbio e a Produção de Etanol
O aumento do câmbio tem proporcionado um fôlego para as indústrias, especialmente na comercialização do açúcar. No entanto, é prematuro afirmar que o setor está em plena recuperação. As perspectivas para 2016 são mais positivas do que nos anos anteriores, impulsionadas pela priorização da produção de etanol, influenciada pelo aumento da mistura na gasolina e pelo retorno da CIDE, que tornou o etanol mais competitivo.
Desafios Climáticos e a Produção Sucroalcooleira
Apesar da importância da água para a produção agrícola, o excesso de chuvas pode ser prejudicial. Nos anos anteriores, o setor sucroalcooleiro enfrentou problemas climáticos como estiagens e períodos chuvosos intensos. Em 2015, a chuva auxiliou na recuperação da agricultura, mas o excesso pode prejudicar o trabalho de maquinário e a perda de sacarose, impactando a fabricação do açúcar.
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Contratações e a Situação Financeira das Usinas
A expectativa é que as usinas contratem menos nesta nova etapa em comparação com a anterior. Isso se deve ao fato de que nem todas as empresas estão no mesmo nível financeiro, com algumas enfrentando recuperação judicial ou atrasos no pagamento de fornecedores. No entanto, usinas com situação financeira mais saudável têm potencial de crescimento e contratação.
Em resumo, o setor sucroalcooleiro apresenta sinais de recuperação, impulsionados pela produção de etanol e pelas condições de mercado, mas ainda enfrenta desafios financeiros e climáticos que impactam o desempenho das empresas.