As duas vítimas são mulheres de 75 e 70 anos; Saúde começa a vacinação de crianças e adolescentes na segunda (13)
Valéria Mascarenhas, secretária municipal de Saúde de Franca, anunciou que a cidade começará na próxima semana a campanha de vacinação contra a dengue. O pronunciamento ocorre em meio a um surto que já levou 12 moradores à morte e mobiliza ações de combate ao mosquito transmissor.
Início da vacinação e público-alvo
Segundo a secretaria, as primeiras doses serão aplicadas a partir de segunda-feira e atendem, neste momento inicial, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A vacina exige duas doses com intervalo de 30 dias para garantir a efetividade. A imunização será oferecida nas unidades básicas de saúde das 8h às 19h e nas estratégias de saúde da família, sem necessidade de agendamento. É obrigatório o acompanhamento por responsável e a apresentação de documento de identificação.
Segurança da vacina e adesão
Valéria Mascarenhas ressaltou que a vacina contra a dengue passou por testes e recebeu aprovação dos órgãos reguladores competentes antes de ser distribuída. Sobre efeitos adversos, a secretária afirmou que reações variam conforme o organismo e que, de modo geral, as vacinas disponibilizadas à população já foram avaliadas quanto à segurança.
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A secretária também fez um apelo direto aos pais que ainda não vacinaram seus filhos: “A vacina salva vidas. Pedimos que os responsáveis levem as crianças e adolescentes para receber as duas doses e garantir a proteção”, afirmou. Autoridades de saúde têm manifestado preocupação com relatos de baixa procura em outras cidades, e Franca havia aguardado a inclusão na lista de distribuição do Ministério da Saúde antes de receber as doses.
Medidas de controle e apelo à população
Além da vacinação, a prefeitura intensificou ações de prevenção: campanhas de conscientização, visitas porta a porta dos agentes de saúde, pulverização em pontos estratégicos e parceria com o Tiro de Guerra. A secretária enfatizou a importância da colaboração dos moradores na eliminação de criadouros no quintal e em recipientes que acumulam água, lembrando que o uso de repelente complementa, mas não substitui, a remoção das fontes de reprodução do mosquito.
Nas últimas semanas, a secretaria registra sinais de redução no número de casos, mas mantém o alerta pelo potencial de disseminação da doença.
Para mais informações, a secretaria orienta procurar a unidade de saúde mais próxima. As autoridades reforçam que a combinação de vacinação e medidas domiciliares de controle é essencial para reduzir novos casos e mortes.



