São 8,2 mil casos confirmados da doença, além de 17,7 mil suspeitas; região leste lidera o ranking, com 2,3 mil notificações
A preocupação com a dengue cresce em Ribeirão Preto e em municípios da região após a confirmação de novas mortes e o aumento expressivo no número de casos.
Óbitos e investigações
A Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto confirmou nesta quarta-feira a inclusão de duas mortes por dengue no boletim epidemiológico; ambos os óbitos ocorreram em fevereiro. Com essas confirmações, a cidade registra atrásra quatro mortes atribuídas à doença. As duas vítimas tinham comorbidades.
Marcia Romanholis Passos, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, explicou que os óbitos só foram computados atrásra porque os exames seguem, em sua maioria, para análise no Instituto Adolfo Lutz. Ela informou que há outros casos em investigação e que novas confirmações podem elevar o total de óbitos no município.
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Surto e distribuição dos casos
Os números oficiais mostram um avanço rápido da doença: em 21 de fevereiro havia cerca de 2.488 casos confirmados; em 19 de março, o total subiu para 8.262 — um aumento superior a 230% em um mês. A região leste do município concentra a maioria das ocorrências, com 2.354 casos.
Além disso, 17.759 pessoas em Ribeirão Preto são consideradas casos suspeitos e aguardam resultados de exames.
Perfil dos infectados e orientações
De acordo com a Secretaria da Saúde, a faixa etária mais afetada é a de 20 a 39 anos, com 1.795 casos. A diretora de Vigilância ressaltou que a maioria dos pacientes apresenta quadro agudo e se recupera, mas uma parcela pode evoluir para formas graves, sobretudo entre o terceiro e o quinto dia de sintomas.
O alerta é para sinais de agravamento: vômitos intensos, tontura, dor abdominal intensa e sangramentos exigem busca imediata de atendimento médico. A secretaria reforça a necessidade de atenção aos sinais de alarme e do acompanhamento clínico.
Outras cidades da região também registram mortes e aumento de casos: Bebedouro e Batatais confirmaram duas mortes cada; Franca registrou duas mortes em 2024 — entre elas um idoso de 84 anos e um homem de 44 anos, ambos com comorbidades.
A Secretaria Municipal de Saúde segue monitorando a situação epidemiológica e orienta a população sobre medidas de prevenção e a importância de procurar atendimento ao primeiro sinal de agravamento.



