Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
A tragédia ocorrida na última segunda-feira, envolvendo um ônibus escolar e um caminhão-tanque em Ibitinga, teve um desfecho doloroso. Letícia de Souza Botassini e Leonardo Lucas dos Santos, que estavam internados em estado grave, não resistiram aos ferimentos e faleceram na noite de ontem.
Vítimas Fatais e Feridos
Letícia, fotógrafa, e Leonardo, um estudante de apenas 17 anos, estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Base de Bauru desde a noite de terça-feira, após serem transferidos da Santa Casa de Ibitinga, onde receberam os primeiros socorros. Leonardo era filho da professora Margarete. Lucas dos Santos, que também estava no coletivo, faleceu no dia do acidente. Os cinco estudantes que estavam na enfermaria de Ibitinga receberam alta ontem à tarde. Larissa da Silva Pinto, de 17 anos, permanece na UTI, mas seu quadro é estável e ela está fora de perigo, segundo o boletim médico divulgado nesta quinta-feira.
Situação do Motorista do Caminhão e Investigação
Leandro Sanches Basaleia, de 26 anos, motorista do caminhão-tanque, foi transferido para o Hospital Padre Albino de Catanduva, onde segue internado. Ele sofreu fratura exposta em uma das pernas e queimaduras na pele. A Polícia Civil de Ibitinga aguarda o laudo da perícia para determinar as causas do acidente. O ônibus transportava estudantes da Escola Estadual Dom Gaston Pinto, de Borborema, que retornavam de uma excursão na capital paulista.
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Tacógrafo Irregular e Fiscalização
Um ponto crítico na investigação é a situação do tacógrafo do caminhão, equipamento que registra a velocidade do veículo. Segundo o Inmetro, o tacógrafo estava vencido desde o dia 27 de atrássto. Luiz Geraldo Galdiano, diretor regional do Ipen, ressaltou a importância da regularização do tacógrafo, comparando-o à “caixa preta” do caminhão, pois registra velocidade, tempo de percurso e distância percorrida, permitindo verificar se o motorista está cumprindo a legislação. Galdiano alertou que motoristas com tacógrafos irregulares são autuados e devem regularizar a situação imediatamente, sob pena de multa que varia de R$ 760 a R$ 5.000. Em 2014, cerca de 17% dos veículos fiscalizados no estado de São Paulo apresentavam irregularidades no tacógrafo.
Os tacógrafos dos veículos envolvidos no acidente em Ibitinga foram encaminhados ao Instituto de Criminalística de Araraquara para análise pericial.
O trágico acidente serve de alerta para a importância da manutenção e fiscalização de veículos de transporte, visando garantir a segurança nas estradas e evitar novas perdas.



