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Sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos: “Brasil tentou ganhar tempo com consulta pública”

Diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, comenta sobre o assunto
vacinação crianças 5 a 11 anos
Diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, comenta sobre o assunto

Diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, comenta sobre o assunto

A vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 finalmente começou no Brasil, após consultas e audiências públicas. O Ministério da Saúde anunciou a imunização por ordem de condições de saúde e idade, sem a obrigatoriedade de prescrição médica, que se tornou apenas uma recomendação.

Atraso na Vacinação e suas Consequências

Segundo Rodrigo Estábil, pesquisador da Fiocruz, o Ministério da Saúde atrasou a vacinação, ignorando recomendações científicas internacionais desde meados de dezembro. Diversos países, com sistemas de saúde distintos, já haviam imunizado crianças com diferentes vacinas. Esse atraso, disfarçado de consulta pública, resultou em perda de tempo precioso e falta de planejamento, comprovada pela compra de apenas 4 milhões de doses para cerca de 20 milhões de crianças. A demora contribuiu para o aumento de casos de Covid-19 no início de 2022, situação que poderia ter sido amenizada com uma ação mais rápida e eficiente.

Números e Impactos da Covid-19 em Crianças

Dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) mostram que, até 31 de dezembro de 2021, cerca de 8.7 milhões de crianças foram vacinadas nos EUA, com efeitos adversos mínimos (0,0002% de internações). No Brasil, a situação é alarmante: uma em cada 9.000 crianças morre por Covid-19, e uma em cada três mortes na faixa etária de 0 a 18 anos ocorre em crianças menores de 11 anos. A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, que agrava os casos de Covid-19 em crianças, também é um fator preocupante, presente em 26 unidades federativas do Brasil, afetando principalmente crianças menores de 10 anos.

A Importância da Prevenção e os Desafios Atuais

O atraso na vacinação, a falta de planejamento e a relativização das mortes de crianças por parte do governo são criticados. A comparação com eventos de baixa probabilidade de morte, como acidentes de paraquedas, demonstra a gravidade da situação. O aumento de casos de coinfecção (como a “flurona”, combinação de gripe e Covid-19) e a inércia governamental agravam a situação. A população precisa ser conscientizada sobre a importância do uso de máscaras, isolamento e vacinação para evitar o colapso do sistema de saúde. A pandemia não acabou, e medidas preventivas são essenciais para proteger a população, especialmente as crianças.

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