Quem traz os detalhes do ‘Julho Branco’ é Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e Cia’
A Campanha Júlio Branco e o Impacto da Pandemia
A Sociedade de Pediatria de São Paulo realiza desde 2016 a campanha “Júlio Branco: Consciência sem Drogas”. Este ano, o foco é diferente devido à pandemia, que afetou o acompanhamento regular de crianças e adolescentes com pediatras, permitindo que comportamentos de risco, como o uso de drogas, passem despercebidos. O isolamento social também intensificou tensões familiares, outro fator contribuinte para o uso de drogas em adolescentes.
A Síndrome da Adolescência Normal e a Busca por Ajuda
É importante diferenciar comportamentos típicos da adolescência, como flutuações de humor e atitudes reivindicatórias, do uso de drogas. O pediatra tem um papel crucial em ajudar a identificar se os comportamentos observados estão dentro da “síndrome da adolescência normal” ou se indicam um problema mais grave. A comunicação aberta entre pais e filhos, e entre a família e o pediatra, é fundamental para essa avaliação.
Quando Buscar Ajuda Profissional
O uso abusivo de drogas, queda no rendimento escolar ou problemas com a lei são sinais de que os comportamentos ultrapassaram os limites da síndrome da adolescência normal. A dúvida sobre o que é normal e o que não é já justifica a busca por ajuda profissional. O pediatra é o primeiro profissional a ser consultado, podendo encaminhar o adolescente para acompanhamento especializado, como um psicólogo, se necessário. É crucial lembrar que o contato inicial com drogas, como o álcool em festas familiares, pode ser um ponto de partida para um problema maior, e a avaliação do pediatra é fundamental para identificar esse risco.
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O acompanhamento pediátrico é essencial para auxiliar pais e adolescentes a navegarem pelas complexidades da adolescência, diferenciando comportamentos normais de situações que exigem intervenção profissional. A comunicação e o diálogo são ferramentas poderosas para lidar com os desafios dessa fase.