Sociedade de Pediatria de São Paulo realiza ‘Setembro Laranja’
A campanha Setembro Laranja, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, busca conscientizar e reduzir os alarmantes índices de obesidade infantil e em adolescentes no Brasil. Mas, afinal, quando uma criança é considerada obesa e quais os sinais de alerta?
Como Identificar a Obesidade Infantil
Para classificar a obesidade infantil, utiliza-se o Índice de Massa Corporal (IMC). O cálculo é simples: divide-se o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado. O resultado é comparado com tabelas específicas para idade e sexo, pois os valores de referência variam na infância e adolescência, diferentemente dos adultos.
Existem quatro faixas principais de IMC: magreza (abaixo do normal), eutrofia (peso normal), sobrepeso (excesso de peso intermediário) e obesidade (acima de um determinado valor). A comparação com as tabelas é crucial para uma avaliação precisa.
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O Cenário da Obesidade Infantil no Brasil
Embora haja uma leve tendência de queda, os números de obesidade infantil no Brasil ainda são preocupantes. Em 2022, 14,2% das crianças menores de 5 anos apresentavam excesso de peso, quase três vezes a média global. Entre adolescentes (10 a 19 anos), 33% estão acima do peso, quase o dobro da prevalência mundial.
É importante ressaltar que um IMC de 23, por exemplo, pode indicar obesidade em uma criança de 7 anos, enquanto em um adolescente de 14 anos pode representar apenas sobrepeso. A interpretação correta depende da idade e do sexo, exigindo o uso das tabelas de referência.
Fatores de Risco e Tratamento
Diversos fatores contribuem para o risco de obesidade infantil, incluindo condições socioeconômicas precárias, histórico familiar de obesidade, ganho de peso excessivo da mãe durante a gravidez, prematuridade e fácil acesso a alimentos não saudáveis. O tratamento envolve uma mudança no estilo de vida, com orientações dietéticas, aumento da atividade física e redução do tempo de tela. O envolvimento da família e da comunidade é fundamental para o sucesso do tratamento.
A prevenção e o acompanhamento médico regular são essenciais para garantir um futuro mais saudável para as crianças, minimizando os riscos associados à obesidade.