Paulo Roberto de Abreu Jr. prestou depoimento no Fórum de Ribeirão na manhã desta terça-feira (24)
Nesta quarta-feira (data a ser preenchida), foram ouvidos os primeiros depoimentos de delatores no caso que envolve a empresa Atmosfera e a Coderpe, companhia de desenvolvimento econômico de Ribeirão Preto. Acompanhamos os fatos diretamente do fórum.
Depoimentos e Acordo de Delação Premiada
O ex-sócio de Marcelo Plastino, Paulo Roberto de Abril Jr., prestou depoimento na quarta vara criminal do Fórum de Ribeirão Preto. Seu depoimento, assim como o da ex-namorada de Plastino, Alexandre Ferreira Martins (adiado para o dia seguinte), faz parte de um acordo de delação premiada fechado em setembro deste ano. Ambos relataram fraudes envolvendo a Atmosfera, empresa que prestava serviços de terceirização para a Coderpe.
Detalhes dos Depoimentos e Acusações
Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, Marcelo Plastino pagava propina a vereadores e secretários para obter vantagens em licitações da prefeitura. Paulo Jr. reafirmou em seu depoimento que a Atmosfera não tinha influência na contratação de funcionários nem em sua fiscalização, atribuindo essas responsabilidades à Coderpe. Ele também mencionou apadrinhamentos políticos, desvio de função e salários acima do mercado para funcionários indicados. A descoberta de cédulas de R$ 2,00 com a letra de Plastino em seu cofre também foi confirmada. Além disso, Paulo Jr. alegou ter sofrido ameaças do ex-secretário da Casa Civil, Laíro Luquesi Jr., fato desmentido pelo advogado de Luquesi, Fábio Boleta.
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Desdobramentos e Próximos Passos
O depoimento de Alexandre Ferreira Martins foi adiado para a manhã seguinte. Advogados de vereadores presentes fizeram questionamentos. Paulo Jr. e Alexandre respondem pelos crimes de fraude em licitações, formação de organização criminosa e corrupção ativa e passiva. Os benefícios da delação premiada incluem a fixação de limite de pena pelo juiz, regime diferenciado de cumprimento e desbloqueio de parte dos bens. Os depoimentos dos delatores serviram para reforçar a estratégia de defesa, que argumenta a falta de provas por parte do Ministério Público.



