Nogueira lidera com 31%; Chiarelli, 14%; Suely Vilela, 14%; Cris Bezerra, 7%
O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), contratado pela EPTV, divulgou sua segunda pesquisa de intenção de votos para a prefeitura de Ribeirão Preto. A pesquisa, realizada entre os dias 25 e 27 de outubro com 504 eleitores, apresenta mudanças significativas em relação à primeira pesquisa, realizada em 5 de outubro.
Evolução da Intenção de Votos
Arthur Nogueira (PSDB) lidera com 31% das intenções de voto, um crescimento de 5 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Fernando Chiarelli (Patriota) e Sueli Vilela (PSB) estão empatados tecnicamente em segundo lugar, com 14% cada. Cris Bezerra (MDB) subiu para 7%, Antônio Alberto Machado (PT) para 4%, enquanto outros candidatos registraram pequenas variações ou permaneceram sem pontuação.
Análise dos Dados e Perfis de Eleitores
A ascensão de Nogueira se deve principalmente ao aumento de apoio entre eleitores de 35 a 44 anos, de 45 a 54 anos, católicos e aqueles com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos. O crescimento de Vilela é mais expressivo entre eleitores com ensino fundamental, evangélicos e com mais de 55 anos. Já Cris Bezerra teve crescimento significativo entre os eleitores mais jovens (16 a 24 anos).
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A campanha televisiva e no rádio contribuiu para o aumento do conhecimento dos candidatos e redução da taxa de indecisão (de 11% para 5%), bem como a queda no número de votos brancos e nulos (de 25% para 17%). A análise sugere uma possível transferência de votos de clãs políticos tradicionais para os candidatos que cresceram nas pesquisas.
Rejeição e Perspectivas para o Segundo Turno
A pesquisa também analisou a rejeição dos candidatos. Arthur Nogueira, apesar da queda na rejeição (de 42% para 33%), continua sendo o candidato com maior índice. A rejeição de outros candidatos, como Cris Bezerra e Antônio Alberto Machado, aumentou. A alta rejeição de alguns candidatos pode influenciar o resultado do segundo turno, onde a união de outros grupos políticos pode ser decisiva.
O histórico de reeleições em Ribeirão Preto é pouco favorável, o que representa um desafio adicional para o atual prefeito. A crise econômica pós-pandemia também pode influenciar o voto do eleitorado, principalmente entre o empresariado.



