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Sogra acusada de participar da morte de professora de pilates tinha dívida acumulada de R$ 320 mil

Débitos de Elizabete Arrabaça foram informados à Polícia durante depoimento da filha e ex-marido dela, nesta terça (24)
Sogra acusada de participar da morte
Débitos de Elizabete Arrabaça foram informados à Polícia durante depoimento da filha e ex-marido dela, nesta terça (24)

Débitos de Elizabete Arrabaça foram informados à Polícia durante depoimento da filha e ex-marido dela, nesta terça (24)

O pai do médico Luiz Antonio Garnica e a irmã dele, Sogra acusada de participar da morte, Viviani, prestaram depoimento à polícia na manhã desta quarta-feira. Novos questionamentos foram feitos pelas defesas dos suspeitos no caso da morte de Larissa Rodrigues, professora de pilates encontrada morta em março deste ano em Ribeirão Preto.

Segundo informações divulgadas pelo advogado de defesa de Elisabeth Arrabassa, Sogra acusada de participar da morte, mãe de Luiz Antonio e suspeita no caso, a suspeita possui uma dívida de aproximadamente R$ 320 mil em financiamentos. A dívida foi revelada após o depoimento de Viviani, que relatou movimentações nas contas da mãe e de Natália Garnica, filha de Elisabeth que faleceu em fevereiro.

“Ela acabou sendo surpreendida por vários financiamentos, somando cerca de 16 a 18, que totalizam aproximadamente R$ 320 mil. A preocupação dela era que essas dívidas fossem quitadas”, afirmou o advogado Bruno Correia durante coletiva de imprensa.

O advogado também informou que Viviani apresentou seu celular à polícia para comprovar que questionava apenas as dívidas da irmã e de Larissa, sem interesse em valores a receber. A defesa solicitou a quebra de sigilo bancário para identificar a origem dos financiamentos.

Além disso, Antônio Garnica, prefeito de Pontau e pai do médico, revelou que Elisabeth teria feito um seguro de vida em seu nome durante o casamento, informação passada pelo advogado do médico, Júlio Moçim. Segundo Antônio, ele acredita que poderia ser uma vítima da situação.

O Ministério Público informou que a denúncia contra Luiz Antonio Garnica e Elisabeth Arrabassa deve ser formalizada nos próximos dias. O promotor Marcos Túlio Nicolino afirmou que a condenação por feminicídio pode envolver qualificadoras como o uso de veneno, recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e motivo torpe.

O diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto, Estadeu Cardoso, declarou que as alegações de Elisabeth sobre a morte de Larissa não têm fundamento técnico. Em carta, a suspeita afirmou que Larissa teria ingerido por engano veneno para rato guardado em uma caixa de remédios, mas o exame toxicológico apontou que tanto Larissa quanto Natália foram envenenadas por substâncias semelhantes, porém diferentes, ambas contendo chumbinho, veneno ilegal para ratos.

Larissa Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em 22 de março no apartamento onde vivia com o médico Luiz Antonio Garnica. O laudo necroscópico descartou sinais de violência, mas indicou lesões no pulmão e no coração. A proximidade das mortes de Larissa e Natália chamou a atenção dos investigadores.

O caso está sendo tratado como homicídio qualificado na fase de inquérito policial, que resultou nas prisões temporárias de Luiz Antonio e Elisabeth. A polícia e o Ministério Público suspeitam que o pedido de divórcio de Larissa, após descobrir uma relação extraconjugal do marido, pode ter motivado o crime.

Estão previstos para amanhã os depoimentos à distância de Luiz Antonio Garnica e Elisabeth Arrabassa, que podem trazer novos detalhes sobre o caso.

Detalhes sobre as dívidas e movimentações financeiras

Viviani Garnica apresentou à polícia evidências de financiamentos em nome da mãe e da irmã falecida, totalizando cerca de R$ 320 mil, e questionou a origem dessas dívidas.

Informações sobre o seguro de vida: Antônio Garnica revelou que Elisabeth teria feito um seguro de vida em seu nome durante o casamento, o que pode indicar intenções relacionadas ao caso.

Investigação e denúncia: O Ministério Público deve formalizar a denúncia contra os suspeitos em breve, com possibilidade de condenação por feminicídio qualificado.

Exames toxicológicos e laudos: Os exames indicam envenenamento por chumbinho em Larissa e Natália, com substâncias semelhantes, contrariando a versão da suspeita sobre a causa da morte.

Panorama

O caso envolve a morte de Larissa Rodrigues, suspeita de homicídio qualificado, prisões temporárias dos principais suspeitos e investigações sobre dívidas e possíveis motivações ligadas a relações familiares e financeiras. Novos depoimentos devem esclarecer os fatos nos próximos dias.

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