Elizabete Arrabaça, de 67 anos, que está presa temporariamente na Cadeia Feminina de São Joaquim da Barra, teve pico de pressão
Larissa Rodrigues, professora de pilates, Sogra de professora envenenada em Ribeirão, foi encontrada morta em seu apartamento na zona sul de Ribeirão Preto no dia 22 de março. O laudo toxicológico apontou envenenamento por chumbinho como causa da morte. O marido de Larissa, o médico Luís Antônio Garnica, e a mãe dele, Elisabeth Rabassa, foram presos como principais suspeitos do crime.
Elisabeth Rabassa, que está detida na cadeia feminina de São Joaquim da Barra, precisou de atendimento médico recentemente devido a um pico de pressão, mas já retornou ao presídio. No dia da prisão, ela também recebeu atendimento após passar mal na delegacia, sendo levada ao hospital por duas vezes. Luís Antônio Garnica está preso desde o mesmo dia.
Detalhes do depoimento do pai da vítima
O pai de Larissa, Sebastião Rodrigues, prestou depoimento à polícia na semana passada. Ele relatou que Luís Antônio Garnica e a mãe enfrentavam problemas financeiros e que Larissa resolveu uma dívida relacionada ao financiamento do apartamento onde moravam. Sebastião também afirmou que Larissa havia descoberto uma traição extraconjugal do marido e estava tentando resolver a situação.
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Segundo o depoimento, o relacionamento entre Larissa e a sogra não era harmonioso, com reclamações de implicância por parte de Elisabeth. Após descobrir a traição, Larissa teria contado à sogra, que teria pedido para que ela não se separasse de Luís Antônio. Sebastião ainda afirmou que Elisabeth apresentava dificuldades financeiras e estava endividada.
Perícia em celulares e investigação: Os celulares dos envolvidos estão sendo analisados por perícia para recuperação de mensagens deletadas e localização por geolocalização, o que pode ajudar a esclarecer os fatos. O perito Leandro Moraes explicou que a rapidez na apreensão dos aparelhos é fundamental para aumentar a chance de recuperação dos dados.
Hipóteses e próximos passos: Os investigadores avaliam que a motivação do crime pode estar relacionada à partilha de bens em caso de divórcio. A defesa de Elisabeth Rabassa pretende solicitar uma contraprova do exame toxicológico. Os advogados dos suspeitos negam a participação deles no envenenamento.
Está marcada para o dia 23 a exumação do corpo de Natália Garnica, irmã de Luís Antônio e filha de Elisabeth, para verificar a presença de indícios de envenenamento por chumbinho. O caso segue sob investigação.



