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Sogra de professora morta por envenenamento em Ribeirão alega tem prisão temporária prorrogada

Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, também continua preso; Elizabete foi transferida à penitenciaria de Mogi Guaçu
Sogra de professora morta por envenenamento
Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, também continua preso; Elizabete foi transferida à penitenciaria de Mogi Guaçu

Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, também continua preso; Elizabete foi transferida à penitenciaria de Mogi Guaçu

Elisabeth Arrabassa é suspeita de ter envenenado Larissa Rodrigues, Sogra de professora morta por envenenamento, professora de pilates, em Ribeirão Preto, em março deste ano. Em carta escrita por ela em 31 de maio e anexada ao inquérito pela defesa, Elisabeth afirma que nem ela nem Larissa sabiam que o remédio tomado continha veneno de rato. Segundo a suspeita, ambas tomaram o medicamento por estarem com dor no estômago.

Elisabeth foi presa junto com seu filho, Sogra de professora morta por envenenamento, o médico Luiz Antônio Garnica, em 6 de maio. A prisão temporária dos dois foi prorrogada por mais 30 dias, conforme informado pelos advogados Bruno Correia (defesa de Elisabeth) e Júlio Moçim (defesa de Luiz). Na carta, Elisabeth declara que ambos são inocentes.

“No estômago estava doendo. Peguei o vidro de omeu prazol e tomei duas cápsulas. Daí ela, que seria Larissa, disse que a marmita não tinha caído bem no estômago dela e eu falei, posso ir ao banheiro? Nisso, a Pandora, que é uma cachorrinha, pulou da cadeira e a Larissa disse, posso tomar esse omeu prazol pra ver se eu melhore o sogra? Eu disse, claro que pode.”

O laudo toxicológico apontou a presença de chumbinho no corpo de Larissa. Elisabeth afirmou que o veneno foi obtido pela filha Natália Garnica para uso em vizinhos que possuem chácaras. Natália morreu um mês antes de Larissa, e seu corpo foi exumado em 23 de maio para investigar possível envenenamento por chumbinho.

“A conclusão que cheguei nesses dias, orando muito a Deus e suplicando uma luz divina, é de que Natália havia colocado o veneno nas cápsulas de omeu prazol. Não existe outra explicação, infelizmente, perdi duas filhas.”

Elisabeth também relatou que tomou os medicamentos de Natália e que está se sentindo mal, acreditando que pode morrer.

“Agora eu já sei que vou morrer também, porque dos remédios dela levei todos pra eu usar. Eu também estou definhando, muita fraqueza, tentei escrever porque ainda estou na cadeia e piorando a cada hora.”

Ela finaliza a carta afirmando amar os filhos, netos e Larissa, a quem chama de filha.

O advogado de Elisabeth solicitou novo interrogatório da cliente. O advogado de Luiz Antônio afirmou que a carta comprova a inocência do médico, que estaria preso injustamente.

O promotor de justiça Marco Stúlio Nicolino declarou que não acredita na versão de que Elisabeth teria tomado as cápsulas contaminadas e que a acusação de que Natália teria colocado o veneno nas cápsulas não tem comprovação. Segundo ele, nenhum medicamento ou cápsula com chumbinho foi apresentado como prova durante as investigações.

“Não há menor indicação nesse sentido, não. Nenhuma comprovação nesse sentido. Não foi apresentado à polícia, à investigação, nenhuma cápsula de uma hebrazol que tivesse chumbinho dentro. Aliás, pode ser que realmente ela tenha dado para a Larissa essa cápsula que continha chumbinho fazendo crer a Larissa que de fato ela estava tomando uma hebrazol. Mas na verdade sabemos que deliberadamente ela colocou esse chumbinho dentro da cápsula.”

O promotor também comentou sobre o dia da morte de Larissa, destacando que Elisabeth foi ao apartamento da professora após uma ligação do filho Luiz Antônio. Ele ressaltou que Larissa havia trocado mensagens com Luiz Antônio manifestando intenção de pedir o divórcio, e logo após ele ligou para a mãe, que então entrou em contato com Larissa para ir ao apartamento, o que considera estranho.

No dia 30 de maio, a justiça negou o pedido para que Elisabeth cumpra prisão temporária em casa, por entender que ela não preenche os requisitos legais para o benefício. Nesta semana, a suspeita foi transferida para a penitenciária de Mojiguassu.

A polícia civil e o Ministério Público investigam o caso como homicídio qualificado, com quatro qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uso de veneno e feminicídio. A suspeita é de que Larissa tenha sido morta após pedir o divórcio do médico Luiz Antônio, após descobrir uma relação extraconjugal dele. As defesas negam participação no crime. O inquérito ainda não foi concluído.

  • Prisão temporária de Elisabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica prorrogada por 30 dias.
  • Pedido para prisão domiciliar de Elisabeth negado pela justiça.

Atualizações sobre a prisão:

  • Laudo toxicológico detectou chumbinho no corpo de Larissa Rodrigues.
  • Exumação do corpo de Natália Garnica para apurar possível envenenamento.
  • Promotor afirma que não há provas de cápsulas contaminadas apresentadas na investigação.

Investigação e evidências:

  • Elisabeth afirma que nem ela nem Larissa sabiam do veneno nas cápsulas.
  • Promotor e investigação não acreditam na versão de acidente e apontam para envenenamento deliberado.

Versões divergentes:

  • Suspeita de homicídio motivado por pedido de divórcio e descoberta de relação extraconjugal.
  • Investigação segue com qualificadoras de homicídio com uso de veneno e feminicídio.
Informações adicionais

Contexto do crime: O caso segue em investigação pela polícia civil e Ministério Público. Novas atualizações serão divulgadas pela CBN conforme o andamento do inquérito.

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