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Sogra esteve com professora envenenada na noite anterior ao corpo ser encontrado

Documento comprova que Elizabete Arrabaça pouco antes das 21h do dia 21 de março e saiu por volta de 0h50 do dia seguinte
Sogra esteve com professora envenenada na
Documento comprova que Elizabete Arrabaça pouco antes das 21h do dia 21 de março e saiu por volta de 0h50 do dia seguinte

Documento comprova que Elizabete Arrabaça pouco antes das 21h do dia 21 de março e saiu por volta de 0h50 do dia seguinte

A polícia informou que não existem imagens das câmeras de segurança do prédio que registrem a entrada e saída de Elizabeth Arrabassa, Sogra esteve com professora envenenada na, sogra de Larissa Rodrigues, encontrada morta no apartamento. O síndico do condomínio declarou que, excepcionalmente, o zelador estava exercendo a função de porteiro naquele dia para cobrir férias de funcionários e, por um descuido, as imagens foram sobrepostas, o que resultou na perda do momento em que Elizabeth teria entrado no edifício na noite do crime.

Apesar dessa lacuna, há registros formais por escrito da entrada de Elizabeth pouco antes das 9 horas e da saída por volta de 1h50 da manhã do dia seguinte. Esses documentos são considerados importantes para a investigação, segundo o promotor de Justiça Marcos Túlio Nicolino.

Detalhes da investigação: O promotor classificou o caso como um homicídio qualificado por diversas circunstâncias: motivação torpe, uso de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima, uso de veneno e qualificadora de feminicídio. Ele destacou a gravidade do crime, que está sob investigação.

Posição da defesa: O advogado Bruno Correia, que representa Elizabeth Arrabassa, confirmou que sua cliente esteve no local, mas contestou qualquer relação entre a visita e a morte de Larissa. Segundo ele, Elizabeth já havia informado a polícia sobre a visita naquela noite. Correia ressaltou que o documento apresentado não comprova que Elizabeth foi a última pessoa a ver a vítima com vida.

Além disso, a defesa questiona a possibilidade de outra pessoa ter ido ao apartamento após a saída de Elizabeth, já que as imagens das câmeras foram sobrepostas e não há certeza sobre outras entradas. O elevador e o registro de entrada do apartamento são monitorados, e a defesa espera esclarecimentos sobre esses pontos.

Outros desdobramentos: Está prevista para sexta-feira a insumação do corpo de Natália Garnica, irmã de Luiz e filha de Elizabeth. Natália morreu em fevereiro, supostamente por infarto, mas as autoridades investigam a possibilidade de crime, já que ela não apresentava problemas de saúde.

Elizabeth está presa em São Joaquim da Barra e precisou ser atendida na UPA da cidade após passar mal na cadeia. Quando foi presa em Ribeirão Preto, duas semanas antes, também apresentou problemas de saúde. A defesa solicitou a liberação da prisão, mas o pedido ainda não foi aceito pela Justiça.

Luiz Antônio Garnica, filho de Elizabeth e marido de Larissa, também está preso temporariamente sob suspeita da morte da esposa. As prisões temporárias devem terminar no início de junho, mas o Ministério Público pode solicitar prorrogação por mais 30 dias caso necessário.

A polícia continua as investigações e espera obter novos elementos para concluir o caso. A defesa de Luiz Antônio afirma que ele não matou Larissa Rodrigues.

Informações adicionais

Não foram divulgados detalhes sobre as provas coletadas além dos registros de entrada e saída, nem sobre o andamento das perícias relacionadas ao caso.

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