Pediatra Ivan Savioli Ferraz reforça a importância das crianças se manterem sempre bem hidratadas no ‘Filhos e Cia’
Os riscos da desidratação em crianças são um assunto crucial, principalmente em épocas de calor intenso. A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquido do que ingere, levando a um déficit de água no organismo. Crianças são particularmente vulneráveis, especialmente durante infecções com vômitos e diarreia, ou em dias quentes com exposição solar prolongada.
Sinais de Desidratação e Como Evitá-la
Identificar a desidratação precocemente é fundamental. Observe a frequência e a cor da urina da criança: menos xixi e urina amarelada indicam desidratação. Outras pistas incluem choro sem lágrimas e boca seca, embora estes sejam sinais de desidratação mais avançada. Para prevenir a desidratação, ofereça muitos líquidos, principalmente água, entre as refeições. Para crianças menores de seis meses, o aleitamento materno frequente é essencial, pois o início da mamada é rico em água. Frutas como melancia, melão, laranja e abacaxi também contribuem para a hidratação. Evite a exposição solar intensa entre 10h e 16h, vista roupas leves e procure ambientes ventilados.
Insolação: Um Risco Grave
Além da desidratação, a insolação (ou elioze) é um risco grave em crianças expostas ao sol por longos períodos. A temperatura corporal elevada, acima de 39°C, pode causar dor de cabeça, fraqueza, respiração e batimentos cardíacos acelerados. Se a criança apresentar esses sintomas, procure atendimento médico imediatamente.
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Em casos extremos, a desidratação pode levar à morte. Se notar diminuição na frequência urinária, choro sem lágrimas, boca seca ou mudança no comportamento da criança, procure ajuda médica. A prevenção, por meio da hidratação adequada e da proteção solar, é a melhor forma de garantir a saúde e o bem-estar das crianças durante o verão.