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Somos realmente capazes de ser multitarefas ou estamos apenas sobrecarregados?

David Forli Inocente comenta estudos que analisam esse "novo normal" em que tentamos fazer tudo ao mesmo tempo
Somos realmente capazes de ser multitarefas
David Forli Inocente comenta estudos que analisam esse "novo normal" em que tentamos fazer tudo ao mesmo tempo

David Forli Inocente comenta estudos que analisam esse “novo normal” em que tentamos fazer tudo ao mesmo tempo

O professor Davi Forle Inocente, Somos realmente capazes de ser multitarefas, em participação na coluna Carreiras e Lideranças, abordou os desafios da multitarefa e seus impactos na produtividade e saúde mental. Segundo ele, a sensação de estar realizando várias atividades ao mesmo tempo é, na verdade, uma alternância rápida entre tarefas, conhecida como “switching cognitivo”.

Capacidade limitada do cérebro para multitarefa

Estudos, como o realizado pela Universidade de Stanford, indicam que pessoas que realizam múltiplas tarefas simultaneamente apresentam pior desempenho em testes de atenção. Isso ocorre porque o cérebro não é projetado para executar duas atividades ao mesmo tempo, mas sim para alternar entre elas, o que gera sobrecarga cognitiva e aumento dos níveis de estresse, evidenciado pela elevação do hormônio cortisol.

Consequências da sobrecarga cognitiva: A constante troca de foco entre tarefas pode levar a decisões equivocadas e perda de assertividade. Pesquisas mostram que o tempo necessário para retomar a concentração após a mudança de atividade pode chegar a 20 minutos. Esse fenômeno afeta especialmente profissionais que precisam manter alta concentração, como médicos, que podem apresentar redução na precisão de procedimentos ao tentar realizar múltiplas tarefas simultaneamente.

Recomendações para minimizar os efeitos negativos: Para evitar os prejuízos da multitarefa, o professor sugere a prática da monotarefa consciente, que consiste em dedicar atenção total a uma única atividade por vez. Ele recomenda, por exemplo, reservar momentos específicos para responder mensagens no WhatsApp, silenciar notificações para reduzir estímulos constantes e priorizar o sono adequado para a recuperação cerebral. Além disso, a técnica de mindfulness, ou atenção plena, pode ajudar a melhorar o foco e reduzir o estresse.

Importância da higiene digital: O especialista destaca que o uso contínuo de dispositivos digitais e a busca constante por novidades nas redes sociais podem prejudicar a capacidade de concentração e aumentar a sensação de exaustão mental. Portanto, estabelecer limites no uso dessas tecnologias é fundamental para preservar a saúde mental e a produtividade.

Entenda melhor

O fenômeno do “switching cognitivo” refere-se à alternância rápida entre diferentes tarefas, que exige esforço adicional do cérebro e pode resultar em fadiga mental. Estudos indicam que, após mudar de atividade, o cérebro pode levar até 20 minutos para se readaptar ao novo foco, o que compromete a eficiência e a qualidade do trabalho realizado.

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