Análise das condições do Estado aconteceu nos dias 10 e 11 de outubro, junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária paulista
São Paulo suspende a vacinação contra a febre aftosa
Avanço na saúde animal
O estado de São Paulo atingiu os requisitos para suspender a vacinação contra a febre aftosa, segundo comunicado da Superintendência Federal de Agricultura do Estado na terça-feira. A análise ocorreu nos dias 10 e 11 de outubro, em conjunto com a coordenadoria de defesa agropecuária paulista, avaliados no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa. A superintendente Andrea Moura destacou que isso abre possibilidades para o Brasil, permitindo acesso a mercados que antes tinham restrições devido ao status sanitário do país. Além disso, haverá desoneração para o produtor, reduzindo custos com vacinação e manejo.
Medidas de vigilância reforçadas
A superintendência informou que a retirada da vacinação ocorre em blocos, com São Paulo no Bloco 4, junto a outros 10 estados. A suspensão da vacinação não aumenta o risco de ingresso da doença, pois outras medidas de controle serão intensificadas, como aprimoramento do controle de trânsito e vigilância ativa e passiva nas propriedades rurais. O especialista em agronegócio José Carlos de Lima Jr. ressaltou a importância de manter outras medidas de segurança sanitária para evitar a contaminação durante o trânsito animal, enfatizando a necessidade de um controle homogêneo em todo o Brasil.
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Perspectivas futuras
São Paulo continuará vacinando animais em 2023, aguardando a próxima avaliação do Departamento de Saúde Animal. O Brasil não registra casos de febre aftosa desde 2006, e São Paulo, desde 1996. A suspensão da vacinação representa um marco importante para a saúde animal e sanitária do estado, abrindo caminho para novas oportunidades no mercado internacional e desonerando os produtores rurais. A manutenção de rigorosas medidas de vigilância é crucial para garantir a proteção do rebanho paulista e a preservação do status sanitário do país.