Furtos, roubos e homicídios dolosos tiveram quedas; furtos de veículo e latrocínio aumentaram
Em janeiro de 2020, a região de Ribeirão Preto registrou 3.251 ocorrências de furtos, representando uma queda de 12,8% em comparação ao mesmo período de 2019 (3.729 casos). Apesar da redução nos furtos gerais, os furtos de veículos apresentaram aumento, com 388 ocorrências, quatro a mais que em janeiro do ano anterior. Desse total, 130 casos ocorreram apenas na cidade de Ribeirão Preto.
Análise dos números e crescimento urbano
Aristide Marquete, pesquisador do Observatório Civil da Violência, relaciona os índices de criminalidade com o crescimento da cidade. Segundo ele, a chegada de pessoas em busca de oportunidades, sem o devido suporte de trabalho, moradia ou saúde, contribui para o aumento de crimes de menor e média gravidade. A transformação de Ribeirão Preto em um centro metropolitano intensifica esse cenário, criando um ciclo de altos e baixos na criminalidade.
Redução em outros crimes e atuação policial
Houve redução nos roubos em geral (528 ocorrências, -15,8% em relação a janeiro de 2019), roubos de veículos (105 ocorrências em 2020 contra 126 em 2019) e roubos de cargas (10 em 2020 contra 18 em 2019). Marquete destaca a importância da presença policial nas ruas como fator de repressão a ações criminosas, gerando maior sensação de segurança na população. Embora crimes passionais e pontuais sejam difíceis de conter, a certeza de punição atua como um importante fator de dissuasão.
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Planejamento público e perspectivas futuras
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também registrou queda nos índices de homicídio doloso e estupro. Contudo, houve um caso de latrocínio (roubo seguido de morte) em janeiro de 2020, crime não registrado no mesmo período do ano anterior. Marquete conclui que, apesar dos avanços, um planejamento público mais eficaz é fundamental para reduzir ainda mais os índices de criminalidade, considerando a organização do crime e a possível migração de atividades criminosas para outros setores caso a repressão se concentre em áreas específicas. A ação policial e o sistema judiciário são vistos como as principais barreiras contra o crime, embora haja a necessidade de reformas legislativas.



