Secretário de Saúde e Padre são investigados por não terem concluído obra de acolhimento a pessoas em situação de risco
Ribeirão Preto teve recursos do Ministério da Saúde, R$ 468 mil, destinados à construção de uma casa de acolhimento para crianças e jovens em situação de risco. Porém, a obra só começou um ano e oito meses depois, após convênio com o Centro Renovado Cristão de Ensino Integral. A unidade ficou em funcionamento por apenas cinco meses e meio, gerando questionamentos.
Gestão questionada e consequências
O Ministério Público Federal (MPF) apontou má gestão dos recursos públicos. Estênio Miranda, secretário da Saúde de Ribeirão Preto na época, foi acusado de improbidade administrativa. Ele justificou o encerramento precoce alegando altos custos e dificuldades em atender aos critérios de acesso estabelecidos pela entidade. Miranda afirma ter redirecionado os recursos para outra unidade de acolhimento já existente na cidade, mas essa ação também foi considerada ilegal pela justiça, resultando no bloqueio de R$ 1.190.000,00 de seus bens. Ele alega que não possui esse valor e que o cálculo inclui estimativas de gastos e juros.
Outras implicações e desdobramentos
A entidade Fraterna Auxílio Cristão e seu presidente, Padre Gilberto Cásper, também tiveram seus bens bloqueados em R$ 140.000,00 cada. Seu advogado afirma que a entidade recebeu R$ 70.000,00 para as obras, mas, sem repasses da prefeitura, decidiu devolver o prédio. A tentativa de devolução não foi bem sucedida, e a Fundação Valdemar Pessoa demonstrou interesse em auxiliar na conclusão da obra. Atualmente, o processo está suspenso, aguardando desdobramentos.
Leia também
Situação atual e desfecho incerto
A Procuradora da República, Daniela Gozo de Oliveira, confirmou a ação do MPF devido à não implantação da unidade de acolhimento. As possíveis punições incluem devolução do valor com juros e correções, multa, suspensão de direitos políticos e proibição de exercer cargos públicos. Estênio Miranda afirma estar preparando sua defesa. A situação permanece indefinida, com a casa de acolhimento inacabada e o futuro dos recursos em questão ainda incerto.



