Ouça a coluna ‘CBN Política’ com Júlio Chiavenato
Novo relator da Lava Jato e presidente do Senado: mudanças formais?
O Brasil vivenciou um dia que poderia ser crucial, com a escolha do novo relator da Lava Jato e do presidente do Senado. No entanto, a situação política indica que, mesmo com mudanças de nomes, pouco se alterará na prática. O Supremo Tribunal Federal (STF) escolheu o novo relator, em substituição a Teori Zavascki, por meio de acordo entre ministros ou sorteio. A homologação das delações da Odebrecht e a postura do procurador Rodrigo Janot sugerem poucas mudanças, a menos que Gilmar Mendes seja o escolhido, devido à sua conhecida tendência a arquivar processos que envolvam seus aliados.
Eleição no Senado e disputa na Câmara
Às 16h, o Senado elegeu seu novo presidente. A expectativa era pela vitória de Romero Jucá, com o apoio de José Sarney e Renan Calheiros. Essa aliança, representando a elite corrupta, domina o Senado e serve aos interesses da Presidência, independentemente do partido do presidente, desde que os privilégios sejam mantidos. Simultaneamente, discutiu-se o impedimento da reeleição de Rodrigo Maia na Câmara, uma disputa que envolve petistas, governistas e oportunistas, todos buscando vantagens pessoais.
O povo, sem voz, paga a conta
O dia seria histórico se não fossem as anomalias da política brasileira. A desconfiança permeia o STF, com a presença de petistas em seu histórico. Políticos se unem e se separam para manter seus privilégios, enquanto o povo, sem voz, arca com as consequências. A situação demonstra a profunda crise de representatividade e a falta de transparência na política nacional.



