Quem explica como funciona esses índices e quais os melhores investimentos é o economista Felipe Borba
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não pode ser inferior à inflação anual. Para entender melhor como isso afeta o trabalhador, conversamos com o economista Felipe Borba.
Como calcular a rentabilidade do FGTS
Anteriormente, a correção do FGTS era calculada pela taxa referencial (TR) + 3%. Com a TR próxima de zero em 2023 (1,76%), a rentabilidade era de aproximadamente 4,8%. Agora, o cálculo continua o mesmo, mas se o resultado for menor que a inflação (IPCA), prevalece o IPCA. Isso garante ao trabalhador uma rentabilidade, no mínimo, equivalente à inflação.
Saque Aniversário e Investimentos
Com a nova regra, ainda vale a pena o saque aniversário? Segundo Felipe Borba, sim, desde que o dinheiro seja investido em produtos que rendam mais que a inflação. Ele cita como exemplos investimentos atrelados à Selic, CDBs de bancos e até mesmo a poupança, que atualmente oferecem rentabilidade superior à do FGTS.
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Amortização de Dívidas Imobiliárias
A utilização do FGTS para amortizar dívidas de financiamento imobiliário continua vantajosa. Embora a nova regra melhore a rentabilidade do FGTS, as taxas de juros do financiamento imobiliário (que podem chegar a 10% ou mais) geralmente superam a rentabilidade do fundo. Portanto, amortizar a dívida continua sendo uma estratégia inteligente para muitos trabalhadores.
Em resumo, a decisão do STF garante ao trabalhador uma rentabilidade mínima equivalente à inflação no FGTS. A possibilidade de realizar o saque-aniversário e investir em outras opções, ou amortizar dívidas imobiliárias, permanece como uma alternativa para otimizar o uso desse recurso. A melhor estratégia dependerá da situação financeira individual de cada trabalhador.



