STF garante o direito de pessoas a recusarem transfusão de sangue por questão religiosa
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento sobre o direito de pacientes recusarem transfusões de sangue por motivos religiosos. A decisão, unânime, garante o direito à recusa e ao tratamento alternativo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Direito à Recusa e Tratamento Alternativo
Os onze ministros do STF confirmaram que pacientes podem recusar transfusões de sangue quando a recusa é motivada por convicções religiosas. Essa decisão mantém o entendimento do ano anterior, rejeitando um recurso do Conselho Federal de Medicina (CFM) que questionava a medida. A corte também assegurou que, nesses casos, o paciente tem direito a tratamento alternativo oferecido pelo SUS, incluindo o encaminhamento para outras cidades, se necessário.
Repercussão Geral e Condições Importantes
Essa decisão possui repercussão geral, o que significa que todos os juízes do Brasil deverão aplicar a mesma regra em casos semelhantes. No entanto, há uma condição crucial: a recusa deve ser uma decisão consciente e informada, com o paciente ciente dos riscos e consequências envolvidos. A polêmica em torno do tema surgiu a partir de dois casos específicos: um em Alagoas, onde uma cirurgia cardíaca foi negada após a paciente não autorizar a transfusão, e outro no Amazonas, onde o governo foi obrigado a custear o tratamento em outro estado devido à ausência de transfusão.
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Liberdade Religiosa e a Constituição
O STF alega que a decisão respeita a Constituição Federal, garantindo a liberdade religiosa de cada indivíduo.
A decisão do STF busca equilibrar o direito à autonomia do paciente com a responsabilidade do Estado em garantir o acesso à saúde.



