As defesas pediram que a decisão fosse a mesma concedida ao ex-vereador Capelas Novas;
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de sete condenados na Operação Cervandija para anular escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e obtidas pela Polícia Federal e Ministério Público em 2016. Entre os condenados estão ex-vereadores, um ex-secretário da educação e ex-advogados do sindicato de servidores municipais.
Pedidos de Anulação
Os réus, que entraram com o pedido de anulação em 2019, argumentaram que a decisão que favoreceu o ex-vereador Capelas Novas, também alvo de escutas, deveria ser aplicada a eles. Em abril de 2019, o STJ anulou as conversas envolvendo Capelas Novas, considerando que a representação do Ministério Público não levantou indícios razoáveis de envolvimento do político em corrupção passiva. A defesa de Capelas Novas alegou que o pedido de quebra de sigilo telefônico foi genérico e sem fundamentação.
Escutas e o Caso Coderp
As escutas telefônicas fazem parte das provas que apontam fraudes em licitações e contratações ilegais de terceirizados pela Companhia de Desenvolvimento de Hibero Preto (CODERP), investigada pela força-tarefa deflagrada em setembro de 2016. Em outubro de 2019, a Justiça condenou 21 réus pelo desvio de R$ 105 milhões da prefeitura de Hibero Preto, incluindo Capelas Novas. Os ex-parlamentares foram condenados à prisão por integrar organização criminosa, receber propina e indicar apadrinhados políticos na CODERP, supostamente em troca de apoio político à ex-prefeita Darci Vera.
Leia também
Situação Atual e Próximos Passos
O advogado da USP de Hibero Preto, Daniel Tapasheco, afirmou que o processo está na segunda instância e a sentença deve sair em breve, possivelmente em menos de um ano. Os acusados negam qualquer envolvimento em atos de corrupção. A Operação Cervandija investiga um dos maiores esquemas de corrupção do interior paulista, envolvendo ex-parlamentares e a ex-prefeita Darci Vera, que responde em liberdade após habeas corpus.



