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STJ decide se as investigações da Sevandija ficam em São Paulo ou vão pra Brasília

Processo que investiga possível apadrinhamento político está parado desde abril após pedido da defesa de Ângelo Invernizzi
investigações da Sevandija
Processo que investiga possível apadrinhamento político está parado desde abril após pedido da defesa de Ângelo Invernizzi

Processo que investiga possível apadrinhamento político está parado desde abril após pedido da defesa de Ângelo Invernizzi

O processo da Operação Servandija, que investiga supostos apadrinhamentos políticos na contratação de empresas pela Prefeitura de Ribeirão Preto, está com seu futuro indefinido. A sexta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidirá amanhã se o caso, atualmente na justiça estadual, será transferido para a justiça federal.

Entendendo o caso

A investigação, que já dura mais de dois anos, apura denúncias de contratos fraudulentos entre a Codep (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto) e a empresa Atmosfera. A acusação é de que a Atmosfera, por meio de contratos fraudulentos, recebia recursos da prefeitura para contratar terceirizados apadrinhados por vereadores, em troca de apoio político à então prefeita Dárcy Vera.

O impasse na justiça

Em abril, o ministro do STJ suspendeu o processo a pedido da defesa do ex-secretário da educação, Ângelo Invernizzi. A defesa argumentou que, como os contratos envolviam verbas federais, a investigação deveria ser conduzida pela Procuradoria da República, e não pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Para o advogado e professor da USP, Daniel Pacheco, a manobra visa desqualificar a investigação e ganhar tempo, embora a prescrição do crime seja longa (cerca de 16 anos). A transferência para a justiça federal pode exigir a repetição de algumas provas, mas também pode resultar em uma sentença mais rápida.

Desdobramentos e próximos passos

Apesar da suspensão, todas as testemunhas já foram ouvidas e as provas juntadas. Existem outros processos relacionados à Operação Servandija, incluindo condenações, como a de Dárcy Vera a 18 anos de prisão. Amanhã, o STJ decidirá se o processo permanece na justiça estadual ou segue para a justiça federal. A decisão impactará o andamento da investigação e o futuro dos envolvidos, que negam as acusações de corrupção.

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